‘Poluidores devem pagar’, defende Noruega

João Coscelli

21 de junho de 2012 | 13h55

João Coscelli – Estadão.com.br

O primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, pediu o trabalho conjunto do setores público e privado nos investimentos para o desenvolvimento sustentável e defendeu uma política de cobrança sobre os países poluidores em seu discurso na plenária de chefes de Estado e governo da Rio+20.

Stoltenberg afirmou que é necessário reconciliar as necessidades energéticas com a redução de emissões de gases de efeito estuda. Para isso, defendeu a valorização e a medição das riquezas naturais, além da participação efetiva dos governos.

“Precisamos de uma assistência oficial e fundos públicos ao desenvolvimento sustentável. Mas esses recursos jamais serão suficientes, e por isso pedimos também o envolvimento do setor privado”, advogou o norueguês.

A principal medida segundo ele, porém, seria taxar a poluição – cobrar caro dos países e empresas que poluem mais. O argumento de Stoltenberg é de que essa política teria efeito triplo – criaria incentivos para o desenvolvimento de tecnologias limpas, reduziria os níveis de emissões e geraria receita a ser investida no desenvolvimento sustentável.

“É nossa obrigação fazer disso tudo uma ação concreta. Concordamos sobre as metas gloais, e são elas que devem nos servir de guia para direção correta”, concluiu o primeiro-ministro.

A Noruega é uma das maiores referências de desenvolvimento sustentável entre os países envolvidos. Enquanto mantém a desigualdade social em níveis mínimos, o país, detentor do maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre quase 200 nações, incentiva o uso de fontes renováveis de energia e procura manter políticas ambienais rígidas.

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