Prefeito do Rio critica emissão de gases da CSA

gabrielacupani

18 de junho de 2012 | 15h30

Alfredo Junqueira, do Rio

Sempre muito cordial com grupos estrangeiros dispostos a investir na cidade, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), deixou a diplomacia de lado e não poupou de críticas a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), controlada pela conglomerado alemão ThyssenKrupp.

Questionado sobre o alto nível de emissão de gases da unidade, Paes afirmou que jamais teria autorizado a instalação da siderúrgica na cidade se a solicitação tivesse ocorrido na sua gestão. A CSA começou a ser construída em setembro de 2006, durante a administração de Cesar Maia e cerca de dois anos e três meses antes do atual prefeito tomar posse.

Durante o debate “Medição e comunicação das emissões de carbono: sistema de monitoramento de emissões de gases de efeito estufa do Rio de Janeiro”, na Cúpula dos Prefeitos (C40) no Forte de Copacabana, o coordenador de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Coppe/Ufrj, Emilio La Rovere, afirmou que a CSA será responsável por 75% de todas as emissões de gases da cidade do Rio quando estiver em plena operação.

“O que posso dizer é que se eu fosse prefeito na época, a CSA não teria recebido autorização para estar na minha cidade. Mas eles investiram, estão na cidade do Rio, e, portanto, cumpre a prefeitura agora cumprir com o contrato e tentar minimizar os impactos da CSA”, disse o prefeito do Rio, citando obras de ciclovias, saneamento e linhas exclusivas para ônibus articulados (BRTs) como exemplos de iniciativas para compensar as emissões da siderúrgica.

Paes já anunciou que pretende propor aos prefeitos e representantes de outras grandes metrópoles presentes na C40 metas ambiciosas de redução de emissões de gases. A reunião final da cúpula ocorre amanhã. A CSA ainda não se manifestou sobre as declarações do prefeito.

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