Prefeitura retira manifestantes de protesto ‘Ocupa dos Povos’ no Rio

gabrielacupani

15 de junho de 2012 | 15h02

Antonio Pita, do Rio

A operação Choque de Ordem da prefeitura do Rio retirou, na manhã desta sexta-feira, 15, o acampamento de um grupo de manifestantes do movimento ‘Ocupa dos Povos’. Na noite de quinta-feira, dia 14, o grupo, composto por cerca de 40 pessoas, ocupou uma praça, em frente ao Parque do Aterro do Flamengo, onde está sendo realizada a Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20 que reúne diversas ONGs e movimentos sociais até o dia 22.

Com barracas e pequenos cartazes, o grupo chamado Ocupa dos Povos reproduza proposta do movimento Occupy Wall Street, que tomou as ruas de Nova York no ano passado.  Segundo um dos manifestantes que não quis se identificar, o objetivo é “criticar o discurso oficial de sustentabilidade e incluir outras pautas na agenda da conferência, como a questão política e de ordem pública.”

A retirada das barracas aconteceu no início da manhã. Segundo os manifestantes, uma equipe da Polícia Militar e da Guarda Municipal negociou com o grupo por cerca de 4h para a retirada das barracas. A prefeitura proibiu a realização de acampamentos ligados aos movimentos sociais e à Cúpula dos Povos na região do Aterro do Flamengo. O grupo, entretanto, chegou a um acordo com os policiais, que permitiram a permanência dos manifestantes sem as barracas.

“Foi preciso muita negociação, muito diálogo. Eles nos pediram para tirar as barracas para descaracterizar o acampamento, mas continuamos aqui e esperamos que a partir desta noite o movimento se fortaleça com a participação de outros grupos da Cúpula”, afirmou a estudante Paula Fernandes, de 24 anos. Uma equipe de cinco guardas municipais acompanha os manifestantes.

O grupo planeja manter o acampamento até o dia 22, quando terminam a Cúpula dos Povos e a conferência oficial da Rio+20. Alguns dos participantes do protesto acompanham as atividades e oficinas no Aterro do Flamengo, durante o dia, mas o movimento se diz independente. A proposta é realizar ”atividades artísticas na região, com projeções de vídeos, oficinas, músicas e intervenções poéticas”, afirmou Paula.

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