Responsabilidades são comuns, mas devem ser diferenciadas, diz Rafael Correa

João Coscelli

21 de junho de 2012 | 11h25

João Coscelli – Estadão.com.br

O presidente do Equador, Rafael Correa, foi outro que criticou os países ricos na Rio+20 por suas políticas ambientais e de mercado, dizendo que eles não estão em posição de comparar suas medidas de preservação com os países do sul.

Para exemplificar seu argumento, Correa mostrou gráficos sobre a emissão de CO² de países desenvolvidos ou não. “Os 20% mais ricos geram 60% das emissões de carbono. Os 20% mais pobres geram 0,72%. É uma relação de 83 para um. Isso pede responsabilidades comuns, mas diferenciadas”, completou.

O equatoriano disse que esse desequilíbrio é uma das maiores injustiças do mundo, já que os países ricos, que agridem mais o meio ambiente, reclamam de serem mais cobrados no quesito preservação. “Está na moda dar ajudas milionárias aos bancos. Deveríamos é salvar o planeta”, criticou.

“É um problema político, de relações de poder. A raiz da crise na Europa e nos EUA é o mercado. A natureza e o ser humano devem soberanos ao capital”, finalizou o equatoriano, dizendo que a ausência de líderes que estavam no encontro do G20 reflete o pensamento dos países industrializados.

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