Rio+20 quer ‘mercantilizar’ recursos naturais, diz organizadora da Cúpula dos Povos

João Coscelli

15 de junho de 2012 | 18h51

Organizadores da Cúpula dos Povos, que reúne dezenas de movimentos sociais no Rio de Janeiro, denunciaram que a Rio+20 pretende “mercantilizar” os recursos naturais do planeta e que o conceio de economia verde só é respaldado pelas empresas porque lhes interessa.

“Foi constatado que a economia verde proposta pela ONU é um fracasso e, inclusive, a causa da crise alimentícia da atualidade”, disse Larissa Packer, uma das coordenadoras da Cúpula dos Povos. Segundo ela, a “economia verde”, um dos conceitos centrais debatidos na Rio+20, tem uma forte influência do setor corporativo que quer pôr preço aos bens comuns como água e florestas.

“A privatização das patentes das sementes é um claro exemplo, porque não serviu para acabar com a fome no mundo. O próprio secretário das Nações Unidas, Ban Ki-moon, reconheceu que os países fracassaram em conseguir as Metas do Milênio e a fome continua”, destacou a ativista brasileira.

Larissa ainda cobrou mais atenção dos órgão internacionais. “As alternativas propostas na Cúpula são questões trabalhadas pelos movimentos sociais há muito tempo, mas que infelizmente a ONU não presta atenção”, disse.

A cúpula, que será realizada até 22 de junho, dia do encerramento da Rio+20, espera receber mais de 20 mil pessoas em cerca de 800 atividades programadas no Aterro de Flamengo, uma das principais áreas verdes do Rio de Janeiro.

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