Secretariado do Rio+20 se mostra mais otimista com negociações

João Coscelli

16 de junho de 2012 | 13h04

Herton Escobar – O Estado de S. Paulo

“As coisas hoje parecem melhor do que ontem”, disse o chefe do Escritório do Secretariado da Rio+20, Nikhil Seth, na primeira coletiva de imprensa após o fim do cronograma oficial de negociações.

As negociações se prolongaram até o início da madrugada de sexta-feira, 15, e continuam nesta sábado, 16, mas ainda não foi possível obter consenso sobre alguns temas essenciais do documento base da conferência. Segundo Seth, há acordo sobre 119 parágrafos, o que representa cerca de 37% do conteúdo do documento. Outros 199 parágrafos continuam em negociação.

O Brasil assumiu o comando das negociações, com a meta de fechar o documento até o dia 18, antes da chegada dos chefes de Estado para a etapa final da conferência, que começa no dia 20. “O Brasil está usando toda a sua popularidade e carisma para ser um facilitador do acordo”, disse o porta-voz da ONU no evento, Giancarlo Summa.

É possível, porém, que alguns temas mais complicados permaneçam em aberto para serem resolvidos só nos últimos dias (a conferência acaba no dia 22). Por exemplo, os parágrafos referentes aos “meios de implementação”, que tratam da transferência de recursos financeiros e tecnológicos para países em desenvolvimento.

Seth disse que não é comum os chefes de Estado (presidentes e ministros) negociarem diretamente entre eles nessas conferências, a não ser sobre coisas muito pontuais. “Eles vêm basicamente para assinar algo que foi acordado”, disse. Entra aí o desafio dos diplomatas de “limpar” o texto de divergências o máximo possível antes dessa etapa.

Apesar de 37% de acordo parecer pouco, Seth disse que há um clima de otimismo entre as delegações e que, uma vez que alguns pontos transversais sejam resolvidos, um número grande de parágrafos será aprovado.

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