Copa 2014: albergue não é solução

robertolira

13 de junho de 2013 | 11h21

O Ministério do Turismo andou comentando que está preocupado com a alta das diárias nos hotéis para a Copa do Mundo, ressabiado com o que aconteceu na Rio+20, com as reservas para a visita do papa ao Brasil e com preços praticados para a Copa das Confederações em várias capitais. Para o ano que vem, pesquisas mostram que algumas redes vão multiplicar as tarifas por cinco.

Para aumentar a oferta, o ministério acena com uma saída bem precária:  hospedagem alternativa. Está oferecendo em seu site uma lista de imóveis para alugar, campings, albergues e locais que oferecem só cama e café. Mas atenção: o ministério diz que não se responsabiliza pela qualidade dos serviços.

Além de ser um esquema meio mambembe, que vai atingir uma parcela mínima do público da Copa – talvez turistas internos e mochileiros – não chega perto de resolver o problema da oferta, que vai acabar ditando o preço das diárias.

Estudo do ano passado feito pela FGV. As 12 cidades-sede têm hoje capacidade para hospedar pouco mais de 400 mil visitantes. Somando as vagas nas regiões metropolitanas, o número vai a 567 mil hóspedes atendidos. Acontece que as estimativas são de 600 mil estrangeiros na Copa e 3 milhões de brasileiros em trânsito.

Pelo jeito, quem tiver um quarto livre em casa vai faturar uma graninha.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.