Ronaldo Fenômeno faz aposta errada no baralho

robertolira

27 de junho de 2013 | 13h18

Estreou neste mês a primeira peça comercial do ex-jogador Ronaldo com a PokerStars, maior site desse tipo de jogo no mundo. É uma oportunidade para comentar sobre a gestão da imagem de esportistas. Considero que foi uma bela bola fora do Fenômeno.

ronaldopoker

Ronaldo é uma marca forte e é inegável que as empresas o procurem para se associar a essa imagem de excelência em sua atividade, de vencedor, de história de vida e de superação. Fabricantes de material esportivo, empresas de telefonia e/ou tecnologia, produtos de consumo e financeiros e de até mesmo de bebidas consumidas socialmente se encaixam bem no perfil. Mas jogatina, não.

Hoje, os atletas (e ex-atletas) estão a todo o tempo na mídia e têm seus passos seguidos por milhões na internet e TV. Não é uma questão de moralismo, mas o público meio que exige uma postura mais profissional, mais família de seus ídolos.

O próprio Ronaldo deu uma declaração relacionando investimentos em estádios versus investimento em hospitais que pegou mal à beça, especialmente nesse momento de manifestações populares contra gastos públicos excessivos.

As notícias negativas do futebol estão sempre ligadas – no caso dos atletas – à vida desregrada fora dos campos. Bebedeiras, festas que varam a madrugada, sexo pago e jogos de azar fazem parte desse time.

Já causava certa estranheza ver um Boris Becker ou um Rafael Nadal ligados a esse “esporte”. Mas há aceitação maior na Europa para esse tipo de contrato. O público consegue diferenciar mais a imagem do superatleta de alguns deslizes fora das quatro linhas. Sobre jogatina, é bom lembrar a bwin (de apostas) tem fortes ligações com Real Madri, Manchester United e Bayern, entre outros.

Cada contrato desses esportistas deve ser muito bem analisado. Não basta só observar o ganho financeiro imediato. Ronaldinho Gaúcho, o R49, fechou recentemente parceira com marca de camisinhas Sex Free. Mesmo sabendo que o jogador é embaixador da UNAIDS – Nações Unidas contra a Aids no mundo, a associação tende a ser feita com sua fama de baladeiro.

Daqui a pouco, chegaremos ao cúmulo seria um jogador com fama de “chinelinho” fechar um contrato com uma empresa de chinelos.

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