100 anos de Palmeiras, com um presente para Ricardo Gareca

Diretoria negocia contratação de Ronaldinho Gaúcho

Robson Morelli

26 de agosto de 2014 | 12h39

Sou no tempo em que um  time para fazer barulho em datas importantes tinha de apresentar um reforço de peso, tipo essas moças bonitas que saem de dentro de bolos enormes para surpreender o aniversariante. É claro que ninguém imagina, por exemplo, um Ronaldinho Gaúcho saindo de um desses bolos na festa desta terça-feira à noite no Palmeiras, mas bem que o meia poderia ser apresentado como novo jogador do clube.

É quem mais perto dessa condição está desde segunda-feira, véspera do aniversário de 100 anos do Palmeiras. Pelo menos uma negociação existe, emperrada até a última notícia nos valores que deveriam ser pagos ao jogador e tempo de contrato. O Palmeiras vai até R$ 200 mil mensais e alguns a mais de pr0dutividade e coisa parecida. O jogador pede R$ 400 mil mensais e também mais algumas coisinhas de bônus.

Ficaria, fosse eu presidente do clube, num meio termo. Ofereceria os R$ 200 mil mensais, que é o que o Palmeiras pode pagar, e dividiria o dinheiro que entrar por causa da vinda dele. Há um outro entrave: o tempo de contrato. Cinco meses, como quer o jogador, me parece inviável, até porque Ronaldinho não é mais daqueles atletas que chegam e já jogam. Vai precisar de um tempinho para entrar em forma. E, dependendo, esse tempinho pode bater em outubro, de um Brasileirão que acaba em dezembro. Daí a intenção da diretoria palmeirense de assinar por um ano, até o meio de 2015, de modo a poder tirar mais caldo dessa transação.

Ronaldinho vislumbra a oportunidade de jogar nos Estados Unidos em janeiro. E por isso, pede para ficar até dezembro. As conversar continuam. Quem sabe não há um acerto até a hora da festa?

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