A 13 rodadas da Segunda Divisão

Robson Morelli

18 de setembro de 2012 | 11h58

Esse é o caminho do Palmeiras no Campeonato Brasileiro. Com 20 pontos e na penúltima colocação, o Palmeiras dá passos largos em direção ao abismo. Diga-se, já sabendo o que encontrar no fundo poço, onde esteve em 2003. E do jeito que vai, pode ser rebaixado com rodadas de antecedência. Seria uma façanha e tanto da diretoria e desse elenco. O palmeirense anda tão amargurado com seu time que, na falta de quem culpar mais, chamou Narciso de ‘burro’. Ora. O técnico, que nem técnico é ainda, ficou no banco somente para que o clube não passasse por mais esse contrangimento de não ter um treinador à frente da equipe. Nem na várzea é assim. Esse ano o Palmeiras já teve cinco jogadores no banco (contra o Botafogo, pela Sul-Americana) e domingo correu o risco de não ter comandante. É ou não é um fim de feira?

A diretoria, pressionada como estava, dispensou Felipão sem ter outro nome para colocar no lugar. Valdivia disse domingo que foi Felipão que decidiu abandonar o barco, dando ao presidente Arnaldo Tirone a prerrogativa de aceitar ou não seu pedido de demissão. “Não, você não sai. E se o time afundar, todos afundamos juntos”, deveria ter sido a resposta de Tirone. No mínino ele deveria pedir mais uma semana para encontrar alguém. Preferiu abrir a vaga e deu no que deu: surra diante do Corinthians.

São 13 rodadas para o fim do campeonato. Para respirar fora da zona da degola, o Palmeiras precisa vencer seus próximos três jogos (contra Figueirense, Ponte Preta e São Paulo) e torcer por tropeços dos concorrentes de cima da tabela. Esse é só o começo. Depois, tem de continuar ganhando e somando pontos, coisa que não fez ainda nesse Brasileirão. Empate pode não servir mais. Vai ser dureza! Mas torcedor que se preze sempre acha que vai dar. É isso que tenho ouvido de alguns palmeirenses, poucos. O único fato gerado pela saída de Felipão é que o grupo agora se esconde atrás da contratação de um novo treinador, como se o ‘Escolhido’, uma espécie de salvador da pátria, fosse capaz de resolver todos os problemas no primeiro treino.

Independentemente de quem for contratado, o Palmeiras só sai desse buraco em que se meteu se os jogadores conseguirem entender que somente eles têm forças para isso. É imperativo entrar em campo é não aceitar outro resultado que não a vitória. É preciso tem disposição, garra, amor à camisa e à profissão, mas também qualidade técnica, inteligência e tranquilidade. Se os adversários já têm isso, o Palmeiras precisa ter mais. É impossível que um elenco de 26 ou 27 jogadores não tenha meia dúzia de líderes capazes de ajeitar a casa, de bater no peito e chamar a responsabilidade de uma temporada. Se não tiver, então é melhor mesmo cair para a Segundona.

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