A auto-expulsão de Felipão no Grêmio e sua dificuldade de engrenar

Treinador não aguentou a ruindade de seu time na derrota por 1 a 0 diante do Veranópolis em casa e se mandou para o vestiário

Robson Morelli

15 de fevereiro de 2015 | 17h11

 

A derrota do Grêmio para o Veranópolis dentro de casa fez com que o técnico Felipão deixasse o banco do reservas do time e abandonasse seus jogadores à sorte nos minutos finais do jogo válido pelo Campeonato Gaúcho. A decepção do treinador com a equipe ocorre em começo de temporada. Pelo que viu na partida, ele jogou a toalha – não para deixar o cargo, mas para mexer com seu elenco.

Felipão foi claro em suas declarações. Disse que o Grêmio não fez nada do que  treinou na semana. Ora, se os jogadores não estão seguindo o combinado com o treinador, alguma coisa está errada. Até então não se tinha notícias do ambiente ruim do vestiário do clube gaúcho. Felipão sabe que fazer um bom trabalho é importante para ele, sobretudo depois da Copa do Mundo. Claro, ninguém vai esquecer a derrota do Brasil para a Alemanha por 7 a 1, e esse episódio vai assombrar o treinador em todos os seus trabalhos.

Vencer no Grêmio é tudo o que Felipão quer para retomar sua carreira, contestada por muitos. O Gauchão não é nada perto do que o Grêmio tem nesta temporada. Daí sua vontade de arrumar o time o quanto antes, e, cá entre nós, perder para o Veranópolis dentro de casa é mesmo vergonhoso, como disse o técnico após a derrota por 1 a 0.

A outra possibilidade diz respeito à qualidade do elenco gremista. Talvez os jogadores não tenham talento para fazer o que o treinador está pedindo. É difícil, porque o grupo não é ruim, mas pode acontecer. O fato é que Felipão terá de rever seus conceitos, melhorar suas preleções e treinar sem parar para fazer esse Grêmio jogar. Não me lembro de outro treinador que deixou o banco de reservas com o jogo em andamento.

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