A CBF vai respeitar a vontade das Federações Estaduais de terminar os regionais em campo

No Paulistão, Ponte Preta e Botafogo seriam hoje os dois times rebaixados; Brasileirão vai avançar em dezembro, isso é certo, e pode ser jogado até no Natal

Robson Morelli

13 de maio de 2020 | 15h00

Seis datas separam o Campeonato Paulista de 2020 de seu campeão. Em reunião feita há duas semanas, a FPF recebeu da CBF a garantia de o regional de São Paulo vai acabar em campo, quando as autoridades de saúde do Brasil derem sinal verde para isso. O Brasileirão já está comprometido. Era para ter começado dia 2/3 de maio. Não começou. O que se faz agora é a conta de quantas rodadas o torneio vai deixando para trás das 38 que deveria ter e terá, também segundo acordo da CBF com os clubes e a TV, paga e aberta.

O que a CBF propôs é respeitar todas as suas federações estaduais, de modo a não passar por cima das disputas regionais em andamento e só depois retomar o Campeonato Brasileiro. A CBF precisa das federações. São elas que votam também para eleger o presidente da entidade. Há muito interesse, portanto, nos torneios estaduais. São Paulo e Rio são os principais para a Globo em nível nacional, mas todos são importantes no cenário.

O Nacional vai se estender, portanto. O mês de dezembro será mais intenso, com as partidas se aproximando ou até ultrapassando a festa de Natal. O desafio é não acabar a temporada 2020 em 21, mesmo que todos os dias de dezembro sejam usados para o futebol. Mita costura terá de ser feita. Os jogadores terão de entender isso porque eles já tiveram férias em abril, antecipando o descanso anual. Ou parte dele. Espera-se que janeiro seja usado como férias ainda e fevereiro como retomada para 2021.

No Paulistão, duas rodadas da fase de classificação vão determinar quem serão rebaixados para a A2. Do jeito que a disputa acabou, os dois candidatos seriam Ponte Preta e Botafogo, dois clubes tradicionais do Estado. Hoje, não existe a possibilidade de o torneio deixar de ser jogado e assim nenhum time cair. Essa possibilidade não foi ventilada em nenhum dos Estados brasileiros. Ocorre que o tempo sem futebol, com paralisação total, pode mudar o cenário e as referências.

 

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