A cômoda (e nada profissional) situação de Souza

A cômoda (e nada profissional) situação de Souza

Robson Morelli

24 de novembro de 2010 | 16h08

O caso do atacante Souza no Corinthians ilustra a incapacidade de dirigentes de clubes de organizar suas finanças, e traz à superfície a total submissão aos pedidos, manhas e manias de treinadores quem nem acabam cumprindo seus contratos. Souza foi uma indicação de Mano Menezes, que não está mais no clube. Ambos têm o mesmo empresário, Carlinhos Leite.

Ocorre que o atacante está perto de se transformar num dos maiores fiascos da administração Andres Sanches. Souza já está marcado pela torcida. Seu nome não é festejado nem por monges corintianos. Ele também perdeu qualquer vontade de jogar pelo time. Desde que teve problemas com a torcida não fez mais nenhuma partida. Cada dia inventa uma desculpa para não ser relacionado. E o pior: ganha R$ 180 mil. Isso mesmo: R$ 180 mil.

Mesmo sem Ronaldo, machucado, o Corinthians nem sonha em contar com Souza. Essa situação é ridícula. Uma saída é estipular em contrato cláusura sobre o aproveitamento do jogador, mínimo que fosse, para que o clube não perca tanto com atletas como Souza. É uma vergonha.

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