A difícil missão de Felipe Melo de jogar na zaga do Palmeiras aos 36 anos

Luxemburgo o quer dando passes e fazendo lançamentos lá da defesa

Robson Morelli

20 de janeiro de 2020 | 10h23

Uma das primeiras iniciativas de Luxemburgo no Palmeiras foi mandar Felipe Melo para a zaga. Uma alteração aparentemente fácil para quem joga no meio de campo, de volante, fungando nos calcanhares dos rivais. Ainda é cedo para aprovar ou reprovar a mudança. Mas já deu para perceber que Felipe Melo precisará de algumas orientações na defesa, principalmente sobre sua ânsia de perseguir os marcadores no meio de campo. Como beque, ele terá de ficar mais plantado no setor, saindo para fazer as coberturas pelas laterais. No meio de campo, ele corria por aquele setor, voltando para a defesa pelo meio a fim de se juntar aos dois beques. Era o chamado volante mais defensivo.

Mesmo com sua experiência, ele precisará de tempo para de adaptar. Não será tão simples assim, sobretudo por Felipe Melo é lento, e zagueiro lento fica para trás nas corridas com a molecada. É físico. Melo tem 36 anos. A ideia de Luxemburgo é aproveitar seus passes longos, o que ele faz bem.

Na minha cabeça, vejo Felipe Melo mais como um líbero, formando o trio da zaga, mas com liberdade para sair e fazer seus lançamentos. Dessa forma, Luxemburgo poderia liberar seus laterais de modo a fortalecer meio de campo e ataque. Os ataques abertos fariam parcerias com os laterais também abertos, ora um, ora outro fechando na diagonal. O Palmeiras, assim, teria mais homens no meio de campo e ataque, mais jogadores próximos dos gols adversário. Poderia dar certo. Temo que Felipe Melo não consiga fazer essa nova função de defensor e perca posição. O tempo e as partidas oficiais vão nos mostrar isso.

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