A diretoria tricolor dormiu no ponto

Robson Morelli

28 de setembro de 2010 | 11h00

O que mais escuto nesse momento é a indignação dos são-paulinos com sua diretoria no que diz respeito à contratação de um treinador. Cobram de Juvenal Juvêncio e de seus pares a soberba que o clube carrega desde outras épocas.

Ora. Dizem que o São Paulo corria desesperadamente atrás de um treinador para o lugar de Sérgio Baresi porque este sempre carregou a alcunha de interino. Não achou e decidiu mantê-lo após uma série de três vitórias, o que me faz pensar que não havia planejamento algum após a saída de Ricardo Gomes.

Dias depois de espalhar que Baresi ficaria até o fim do ano, dois treinadores sondados pelo clube, Dorival Júnior e Vanderlei Luxemburgo, ganharam o mercado. Aí a diretoria tricolor ficou sem saber o que fazer. Agir ou deixar passar? Deixou passar. O primeiro já se acertou com o Atlético Mineiro. Luxemburgo deve ficar parado até o fim do ano. 

O que pensam os são-paulino:

1) Juvenal pode ter um treinador de ponta, como Abel Braga ou Paulo Autuori, no bolso do paletó, já acertado para janeiro;

 2) Juvenal disse que Baresi ficaria e se viu na obrigação de manter sua palavra;

 3) Os nomes procurados não foram acertados e o time continua sem ter ninguém para a temporada de 2011, assim terá de esperar o Brasileiro acabar para ver quem sobra.

O fato é que o torcedor lamenta que a direção, dita vanguardista, tenha deixado a situação chegar a esse ponto. Parece-me que o São Paulo navega sem rumo nesse momento.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.