A escolha de Jadson em trocar o Corinthians pelo futebol chinês

A escolha de Jadson em trocar o Corinthians pelo futebol chinês

Só o dinheiro explica a mudança de clube e de país. O meia vai embolsar R$ 11,2 milhões. É por isso

Robson Morelli

24 de fevereiro de 2015 | 11h35

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Só há um motivo para entender a escolha de Jadson: dinheiro. É motivo mais que suficiente quando se pensa unicamente nos benefícios da conta corrente abarrotada. Jadson troca o Corinthians pelo futebol chinês porque vai embolsar R$ 11,2 milhões. Ele tem 70% dos direitos federativos de seu próprio contrato, o antigo passe que acabou com a Lei Pelé. Ora, para muitos é isso o que conta. Dinheiro no bolso, independência financeira para sua geração e quem sabe para as futuras. Um pai de família pensa assim. Entendo. Mas não acho que dinheiro seja tudo na carreira.

Jadson tem 31 anos e jamais conseguiria essa bolada no Corinthians de uma só vez. Jamais. Talvez se ganhasse o Paulistão, a Libertadores e depois o Brasileirão, fazendo a tríplice coroa em 2015, pudesse embolsar algo perto dos R$ 5 milhões de prêmios. Talvez. Convenhamos, nem Tite acredita festejar tantas conquistas na mesma temporada.

Ocorre que o dinheiro sempre falou mais alto no futebol brasileiro. Digo isso em relação a jogadores e também clubes, sobretudo esses. Quando uma dessas duas partes querem, não há Cristo que faça o contrário. A saída de Jadson desmonta o trabalho de dois meses de Tite, que agora terá de repesar suas peças para deixar o time forte. De qualquer maneira, os clubes também não pensam mais duas vezes quando recebem ofertas milionárias para vender jogadores importantes no elenco.

Como estão sempre passando o pires, vendendo parte do almoço para garantir o jantar, a pergunta dos cartolas diante dessa situação é sempre a mesma: em que lugar eu assino? O próprio presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, garantiu semana passada que Jadson não deixaria o clube antes do fim da Libertadores. Mas quando o dinheiro é colocado na mesa, ninguém resiste. O Corinthians receberá perto dos R$ 5 milhões.

Profissionalmente, Jadson vai sumir na China. Não acompanhamos, como é sabido, o futebol chinês no Brasil. Vez ou outra, algum veículo de comunicação poderá fazer uma reportagem com Jadson e sua carreira. E mais nada. Mas como todos que vão também voltam, Jadson ainda terá a chance de encerrar a vida profissional no Brasil, já em outra condição, mas certamente de bolso cheio, bem cheio.

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