A Fifa acerta em dar mais um voto de confiança para a cidade-sede de Curitiba

Robson Morelli

18 de fevereiro de 2014 | 23h19

O voto de confiança dado pela Fifa em Curitiba confirma a pouca disposição da entidade de mudar decisões tomadas sobre a Copa do Mundo. Desde que o Brasil começou a construir o Mundial, com seus estádios e poucas obras de mobilidade urbana, muito se especulou sobre as opções de Blatter de tirar a competição do País. Em nenhum momento, talvez, essa intenção se materializou de modo a fazer com que o Brasil passasse sua vez, e sempre a entidade se valeu de manobras e palavras duras contra o Comitê Organizador Local e o próprio governo Federal, responsável em última instância por ajeitar tudo.

Recebemos ‘chutes nos traseiros’ e greves de operários nas obras de algumas arenas, mas nunca o Brasil correu, de fato, riscos sérios de perder a Copa ou alguma de suas cidades-sedes, que são 12. A CBF, em certo momento desse processo, até chegou a pensar que talvez fosse melhor realizar o torneio em menos locais, talvez 10 praças, mas essa ideia foi logo descartada tamanho os compromissos com todos os Estados brasileiros.

Curitiba esteve ameaçada porque trabalhou de forma mais lenta do que as demais cidades. A Arena da Baixada, também por ser um estádio particular, do Atlético-PR, teve menos verba para tocar as obras, consequentemente menos operários apinhados nos andaimes. Isso faz diferença. Depois da última visita da Fifa, ano passado, no entanto, Valcke disparou não ter gostado do andamento da coisas em Curitiba e fez o que sempre faz desde que ganhou de Blatter a missão de acompanhar de perto a preparação da Copa: alarmar os envolvidos. Após a grita, em dois meses, a Arena da Baixada andou forte, ganhou terreno e convenceu os membros da Fifa de que merecia uma segunda chance. E assim será.

Terá ainda a injeção de mais R$ 65 milhões do BNDES para acabar tudo o que falta até maio, coladinho ao início da competição, marcado para dia 12 de junho. Além de acreditar que dará tudo certo, a Fifa também optou pela decisão mais fácil para ela. Porque daria muito trabalho tirar os jogos de Curitiba e levá-los para outra sede, como São Paulo ou Porto Alegre, ou ambas. Manter a Arena da Baixada no calendário foi a melhor decisão para todos.

[poll id=”109″]

Tudo o que sabemos sobre:

copa 2014; Copa do mundo;

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.