A missão do novo presidente palestrino, seja ele quem for, será dura

Robson Morelli

11 de janeiro de 2011 | 21h44

O Palmeiras paga caro por uma administração que só conseguiu enxergar um palmo à frente do nariz. Digo isso com pesar, porque o futebol do clube enfraqueceu. O torcedor, como já escrevi outras vezes aqui, não merecia isso. Anda amargurado com a falta de reforços e com a pequena perspectiva para esta temporada.

O presidente Belluzzo teve oposição desde o primeiro dia de sua gestão. Também fez pouco para manter o clube no nível dos grandes do Brasil. Se perdeu em sua condição de gestor-torcedor.

Hoje, os melhores jogadores torcem o nariz para vestir a camisa do time. E alguns que já a usam se apressam na virada do ano para tomar caminho diferente. Em meio a esse turbilão de desgosto do torcedor (e alegria dos rivais), há um treinador que tenta não deixar a peteca cair, que conheceu um Palmeiras em outra condição em sua primeira passagem. 

A parceria com a Traffic se notabilizou pelo imediatismo das ações, como foi a administração Belluzzo. Não há legado nela. Há, diga-se, um estádio em demolição e documentos que garantem a continuidade da obra. Diga-se também de grande porte. As eleições no clube vêm aí e a esperança do torcedor está nas urnas. O vencedor, que será o novo presidente, tem a espinhosa missão de mudar o cenário. Terá de costurar a paz das facções internas, dar continuidade nas obras do estádio e oferecer a Felipão uma equipe mais competitiva do que ele teve em 2010. Não será fácil.

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