A seleção brasileiro é do povo, diz Felipão

Robson Morelli

19 de junho de 2013 | 14h15

Não seria demais se o povo brasileiro associasse a seleção brasileira à tudo o que está errado no Brasil, que associasse o time de Felipão ao governo, ao Comitê Organizador Local da Copa do Mundo, aos engravatados que liberaram montes e montes do dinheiro público para a construção dos estádios do Mundial. Isso ocorreu durante a Ditadura durante a Copa de 1970. A seleção liderada por Pelé em campo e que tinha Zagallo e Parreira no banco foi identificada com os militares. Não era.

Por isso Felipão disse que a “seleção é do povo”, que os “jogadores também são povo”. O fato é que ninguém do time nacional esperava que o Brasil fosse pegar fogo com protestos em todas as principais capitais do país em meio à Copa das Confederações. O que tem isentado também a seleção de todas as manifestações populares contra os gastos da Copa é o fato de os jogadores posicionarem-se favoráveis às manifestações. Muitos deles, como o próprio Neymar, se disse orgulhoso do que está acontecendo no Brasil.

E a onda de protesto pegou, não há dúvidas. Em cidades grandes e cidades menores, em capitais ou praças do Interior. O fato é que todos querem se manifestar e protestar, reclamar, ser ouvido. O Brasil vive um basta às instituições políticas. Aqui em Fortaleza, a torcida esteve no treino do Brasil no Estádio Presidente Vargas. Liberar quase 5 mil pessoas para o treino foi a melhor coisa que Felipão e Parreira poderiam ter feito. Ganharam o público ali.

Até agora, e provavelmente continue assim, os protestos não vão recair sobre o time nacional.

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