A violência no Rio da Copa e da Olimpíada

Robson Morelli

24 de outubro de 2009 | 17h14

A semana foi triste no Rio de Janeiro, com mais de 40 mortos entre os conflitos de policiais e gente do morro. Com os dois lados fortemente armados só poderia dar nisso. Teve até um helicóptero da polícia derrubado numa forte demonstração do poder de fogo dos morros. Tudo isso acontece há menos de um mês de a cidade ter sido escolhida para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Até lá teremos ainda a Copa do Mundo de 2014. Aos que defendem que o Brasil não tem condições de sediar grandes eventos esportivos, os lamentáveis episódios foram um prato cheio. Os otimistas mantiveram o silêncio durante a semana. O certo é que alguma coisa terá de ser feita para conseguir a paz não somente nos períodos de disputa esportiva, mas antes e depois disso sobretudo. Olhando de longe há três saídas, nenhuma boa: 1) participar o morro da vida carioca e fazer vistas grossas para o tráfico e tudo de ruim que vem com ele; 2) partir para o confronto armado e nesse caso correr o risco de matar e ferir civis; 3) deixar como está para ver como fica. O resto é hipocrisia.

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