A volta por cima do São Paulo, de Ganso, Michel Bastos…

E a tragédia da grade do Morumbi

Robson Morelli

12 de maio de 2016 | 13h08

É preciso reconhecer a volta por cima do São Paulo e o resgate de peças-chaves dessa engrenagem e de algumas figuras importantes na retomada. De todas as coisas importantes no clube nesse momento, em primeiro lugar há a boa fase de Ganso e Michel Bastos. O meia assumiu seu posto no time depois da saída de Rogério Ceni. Este comando se deu de forma técnica, dentro de campo, com habilidade e inteligência com a bola. Ganso não requisitou o cargo de ‘presidente’ do elenco no vestiário, continua falando baixo e respeitando seus companheiros. Sua liderança se dá com boas atuações.

Da mesma forma, outro que merece reconhecimento é Michel Bastos, defenestrado pela torcida, olhado com desconfiança por alguns companheiros e ‘detestado’ pelo comando. Michel Bastos chegou a fazer as malas e a dizer, mais de uma vez, que se sua saída fosse boa para as partes, ele e o São Paulo e até à torcida, que ela deveria acontecer. Não queria atrapalhar. Michel, no entanto, colocou na cabeça que não deixaria o São Paulo pela porta dos fundos e que se tivesse o apoio do treinador, faria de tudo para reagir. Reagiu. O gol contra o Toluca e o desta quarta-feira diante do Atlético-MG foram de vital importância para a equipe. Não bastasse, ele tem feito apresentações importantes, de modo a recuperar a confiança da torcida.

A classificação para a semifinal da Libertadores está aberta e o Atlético-MG será um rival duríssimo em Minas. O são-paulino sabe disso e não vai cantar vitória antes do prazo. Nada está seguro ainda. Desse ponto de vista, Edgardo Bauza sabe que terá de continuar sua preleção para os próximos 90 minutos, de modo a fazer o São Paulo a continuar centrado no seu objetivo. Muitos no Morumbi acreditam que se passar pelo rival brasileiro, quebrando tabu desde 2006 na Libertadores, o tricolor traça seu caminho para a conquista. O bom futebol do time, mais sólido e seguro, com todos os setores entrosados e próximos, e funcionando, faz com que o torcedor acredite.

TRAGÉDIA
Mas como toda notícia boa vem acompanhada por um ‘mas’, o mas dessa recuperação do São Paulo fica por conta da quase tragédia do seu estádio, em que uma grade cedeu e jogou abaixo quem estava pendurado nela para festejar o gol de Michel Bastos. O São Paulo tem de responder por isso. É inadmissível ter um estádio para 65 mil pessoas sem condições de segurança. 16 se feriram, sete foram levados para hospitais. Felizmente, ninguém corre risco de morte. O São Paulo, acertadamente, como disseram seus dirigentes, assessorou todas as vítimas, e pretende assessor até que elas se recuperem. Depois disso, terá de rever a estrutura de suas grades, de todas, mesmo que para isso tenha de fechar novamente as portas do Morumbi. É a segurança de sua gente que está em jogo.

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