Alguém está mentindo para a polícia no episódio de Adriano

Robson Morelli

27 de dezembro de 2011 | 13h57

Que Adriano tem o dom de se meter em confusão, todos sabem. Sempre foi assim e essa última antes do Natal quebra um período de calmaria do jogador, que até então se mantinha na sua ou pelo menos o que fazia fora do Corinthians não chegava ao noticiário. O curioso, e reprovável, é esse fascínio do atacante por armas de fogo. Não é a primeira vez que Adriano é acusado de pegar em armas. Lembram daquela foto dele com um fuzil nas mãos?

Todos acompanharam a história dessa nova confusão do atleta: uma moça teve a mão baleada dentro do seu carro, onde Adriano estava com outras mulheres e um segurança, reformado da polícia. Não entro no mérito do que eles estavam fazendo ao sair da boate altas horas da madrugada. Não vem ao caso.

O fato é que desta vez Adriano parece seguro ao afirmar que a arma não estava em suas mãos quando ela disparou acidentalmente. Há duas versões, a dele, que é essa, a de que arma estava com seu segurança no banco de trás e ele estava na frente. E a da moça ferida: a de que Adriano brincava com a arma e ela disparou, atingindo sua mão.

As versões diferentes só comprovam que não havia nenhum tipo de sentimento entre as pessoas envolvidas. Ninguém tentou ajudar ninguém. Ou seja: a menina culpa o jogador e o jogador diz que não foi ele. Por causa da acusação da menina, Adriano diz que ela não merece ser ajudada, como ele estaria disposto a fazer.

A polícia trabalha com a hipótese de Adriano estar tentando abafar o caso e se livrar de mais essa, mas também com a possibilidade de a menina estar tentando tirar uma grana fácil do jogador rico. Claro. Porque se não há sentimentos nessa história, o único objetivo é se safar ou ganhar um cascalho. Alguém está mentindo.

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