Alô, Adriano? É Felipão. Alô, Ronaldinho? É Felipão

Alô, Adriano? É Felipão. Alô, Ronaldinho? É Felipão

Robson Morelli

15 de dezembro de 2010 | 19h31

Ninguém me tira da cabeça que Felipão só vai entrar de férias quando conseguir seu pacotão de Natal para o palmeirense. Entenda-se pacotão por dois jogadores: Ronaldinho e Adriano. O resto é resto. O resto ele resolve nos treinamentos, com três zagueiros e mais dois volantes no time. Fecha tudo para dar condições desses dois jogarem livres na frente. O treinador tomou a frente nessa empreitada, tempos atrás parecia impossível sonhar com eles no time. Até Felipão parecia longe da realidade de clubes brasileiros.

O que parece mais difícil é convencer Adriano a não se juntar a Ronaldo e Roberto Carlos no Corinthians. Esse é o primeiro passo. Felipão tem feito esse trabalho, conversado com o caras. Pinta o Palmeiras com suas cores, independentemente de quem ganhe as eleições de janeiro. Também já conseguiu carta branca dos candidatos a presidente. Quem ganhar estará com ele. Chega de trocar treinador no clube.

A segunda dificuldade é conseguir dinheiro para bancar os atletas, molhar a mão dos clubes italianos. Novos acordos vão nascer se essa parceria der certo. O novo estádio vai virar moeda de troca, oportunidade de barganha para interessados em colocar dinheiro. O Palmeiras também tem a certeza de fazer bilheterias altas com Ronaldinho e Adriano em campo. Afinal, que pai não gostaria de levar seu filho para ver os dois jogadores em ação. Esqueça todas as lambanças deles e pense apenas no que representam para o futebol. O Corinthians viveu isso com Ronaldo. Por isso também sonha com Adriano.

Tanto Ronaldinho quanto Adriano já sabem o que o Palmeiras tem para oferecer a ales. É salário na casa dos R$ 500 mil. Não é pouco dinheiro. E terão no comando um treinador que se empenhou muito para buscá-los na Itália. Portanto, confiará neles até o fim. Dará carinho a eles. É isso que eles precisam nesse momento.

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