Ano de encher as burras

Robson Morelli

21 de janeiro de 2010 | 22h02

O Corinthians levou 32 mil pessoas ao Pacaembu em jogo contra o Bragantino quarta-feira. Jogo morno, de começo de temporada, mas com Ronaldo e Roberto Carlos em campo. Ganhou por 2 a 1. A renda anunciada foi de R$ 1,1 milhão. Digo anunciada porque sou daqueles que não confiam na voz do locutor do estádio, de qualquer estádio. Nada pessoal com o rapaz que faz o seu trabalho geralmente lá pelos 35 minutos do segundo tempo, ao anunciar a lotação da casa. É que geralmente acho que tem mais torcedor que o divulgado, portanto, mais renda também.
R$ 1,1 milhão no primeiro jogo em casa é só um aperitivo da bilheteria do time em ano do seu centenário. Fazendo cinco jogos por mês em casa levará para o cofre R$ 5,5 milhões – menos que a folha mensal de pagamento, que bate nos R$ 4 milhões e pouco. Mas deve faturar bem mais com ingressos. O público vai crescer e os preços das entradas também. O corintiano sabe disso. Está preparado para isso, mesmo não concordando com os novos valores na boca do guichê.
Quando chegar a Libertadores, a renda de cada partida deverá bater nos R$ 2 milhões. Tirando os seus 12%/15% de despesas, o restante é lucro. Mas que ganhar os títulos que tanto deseja, 2010 é ano de o Corinthians encher as burras.

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