Ao vencedor, tudo. Tudo para o Palmeiras. Nada para o Santos

Ao vencedor, tudo. Tudo para o Palmeiras. Nada para o Santos

O palmeirense tem de comemorar mesmo e os profissionais, já pensar no time em 2016

Robson Morelli

03 de dezembro de 2015 | 10h39

Ao vencedor, tudo. Portanto, tudo ao Palmeiras. O futebol é assim. Os dois gols de Dudu no tempo normal na vitória de 2 a 1 contra o Santos e a defesa e o gol do goleiro Fernando Prass nas cobranças de pênaltis deram ao Palmeiras a certeza do caminho certo nesta temporada, com um vice do Paulistão e a taça da Copa do Brasil, com direito à vaga na Libertadores do ano que vem. Nem o mais entusiasmado torcedor do Palmeiras imaginaria um fim de ano desse tamanho. O palmeirense merece festejar, como fez, até o dia amanhecer na região de Perdizes e em todo o País. Não se ganha uma Copa do Brasil com facilidade. A festa, diga-se, foi do tamanho do clube e de sua tradição, nem mais nem menos.

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O caminho está traçado para os próximos anos, mas não se pode empurrar tudo de errado desta temporada para debaixo do tapete. Há correções de rota. Ocorre que fazer esses acertos sem o peso e a pressão que existia nas costas de todo mundo no clube, do presidente ao goleiro, passando pela comissão técnica e pelo rendimento de alguns atletas, é diferente, é possível, é mais fácil, embora todos sabem que o Palmeiras terá de ganhar também o Paulistão, a Libertadores, o Brasileirão de 2016. É assim.

Dos 25 jogadores contratados, cada um vindo de um lado, alguns não ficarão. Outros virão para qualificar o elenco, peças pontuais, melhores e já prontas. O parceiro do Palmeiras está disposto a investir, empolgado que ficou com a campanha e com a conquista. Há uma Libertadores pelo caminho. Isso também muda o patamar do Palmeiras, que agora tem um estádio e um time, que agora aprendeu a decidir e que agora tem a chance de se fortalecer e não começar do zero. Um olhar para a base se faz necessário também. Nessa nova fase, tem funcionado mais que em épocas anteriores. Gabriel Jesus, de 18 anos, é a maior prova disso. Esse também é o caminho para agora e para os próximos anos. Os clubes, e o Palmeiras está nessa, começam a entender que as categorias inferiores não precisam ganhar campeonatos e sim formar jogadores para as posições do time principal, um zagueiro, um lateral, um volante, como Matheus Sales, que anulou Lucas Lima.

Quando se ganha, todas as cobranças são minimizadas, e devem ser mesmo, mas não devem ser esquecidas. O palmeirense, assim como o corintiano semanas atrás, sentiu o sabor da conquista, do trabalho bem feito, da missão cumprida. O resultado traz isso. Quem perder, como o Santos, que tinha a taça nas mãos, terá de repensar mais rapidamente seus erros e recomeçar.

NA BRONCA
Ricardo Oliveira foi a pessoa non grata no Allianz Parque entre os jogadores. Todos eles ironizaram o atacante do Santos ao fazer ‘biquinho’ na foto da conquista, imitando o santista quando fez gol em Fernando Prass. O troco estava combinado. Os palmeirenses foram unânimes ao dizer que Ricardo Oliveira não tratou o time com respeito.

ZÉ ROBERTO
Aos 41 anos, o lateral vai repensar em sua decisão de continuar jogando futebol por mais um ano, conforme seu contrato e sua vontade inicial. Zé Roberto pensa em parar por cima, com a taça da Copa do Brasil nas mãos. Paulo Nobre e os jogadores terão de convencê-lo a ficar para a Libertadores.

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