Apenas um jogador do São Paulo aceitou a redução de salário de imediato: Alexandre Pato

Diretoria fará nova tentativa de negociar com o elenco a fim de reduzir despesas e ganhar sobrevida em meio à pandemia

Robson Morelli

05 de maio de 2020 | 13h09

Na tentativa de reduzir custos enquanto o futebol não volta, o São Paulo encontra dificuldades para convencer seus jogadores a aceitar a diminuição dos salários. Na primeira tentativa antes das férias dadas a todos eles, o único a entender o cenário foi Alexandre Pato, que concordou com a diretoria. Os demais se recusaram a aceitar os 50% de redução nos vencimentos, como foi a primeira oferta.

 

Com as férias, o São Paulo ganhou tempo para repensar sua estratégia. O clube apresentou déficit de R$ 157 milhões em 2019. Contava nesta temporada com a venda de alguns atletas, mas não se sabe mais o que vai acontecer com o mercado. Há uma tendência de se baixar preço de jogador. Antony estava indo para a Holanda.

Os dirigentes remunerados do São Paulo tiveram seus salários reduzidos. Foi pensando em um teto mensal até quando durar a pandemia.

A segunda bateria de negociação vem agora. Pela medida provisória do governo Federal, o São Paulo poderia aplicar redução de 25%, 50% e 70%. Deve optar pela menor taxa, a exemplo do que fizeram outros times. Não está descartado que o clube faça empréstimo para honrar seus compromisso. Todos no Morumbi esperam que isso não ocorra. O clube teria recebido adiantamento da TV no Paulistão. Mas isso antes de a pandemia parar o futebol. Agora, como todos, vai se virando como pode sem as receitas tradicionais.

Pelo menos meia dúzia de jogadores do São Paulo tem salários na casa do milhão de reais, como Daniel Alves. Todos eles merecem o que ganham, não é essa a discussão. Ocorre que o mundo mudou e o futebol precisa mudar com ele. Quem paga as contas sente mais nesse momento. Contratos deverão ser revistos. Nada será como antes.

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