Após reeleição por mais dois anos, Paulo Nobre garante que o Palmeiras não cai

Gostaria de saber como o cartola tem tanta certeza se viu, nas últimas cinco rodadas, os mesmos jogos do que o torcedor, todos horrorosos de sua equipe

Robson Morelli

01 de dezembro de 2014 | 13h41

DorivalJuniorPlameirasLeandroMartinsFuturaPress_570

Não foi fácil para Paulo Nobre garantir sua reeleição no Palmeiras. Cerca de 800 votos deram ao presidente mais dois anos de mandato à frente do clube. Dos 10 mil associados credenciados para voltar, apenas 4 mil compareceram às urnas. A ausência da maioria pode ser sinal de descontentamento da comunidade com o trabalho do cartola e também um desconforto de escolher a oposição. Esse cenário é o pior que o Palmeiras poderia viver para encerrar o ano do seu centenário.

O Palmeiras levou para a última rodada do Brasileirão a decisão de seu futuro: novo rebaixamento para a Série B ou permanência na elite. Assim que se garantiu nas eleições, Nobre afirmou que o time não será rebaixado. Confesso que não sei de onde o presidente tirou essa certeza, uma vez que, como ele, acompanhei as últimas cinco partidas da equipe, todas derrotas, e não vejo motivo algum para tamanha confiança diante do Atlético-PR, jogo que encerra a temporada do futebol nacional.

Três times tentam se salvar da degola. Apenas um conseguirá escapar. Além do Palmeiras, Vitória e Bahia estão na mesma condição. O Palmeiras está fora do Z-4, portanto, é o único que depende de suas forças para se salvar. Uma vitória mantém o time na Primeira Divisão. Vitória e Bahia torcem para o Palmeiras não somar esses três pontos, tentam ganhar suas partidas e esperar a combinação da tabela entre eles para respirar aliviado.

Todos os jogos da 38ª rodada serão domingo, às 17h.

O Bahia, com 37 pontos, visita o Coritiba, na despedida de Alex do futebol. O time do Paraná já se livrou do risco de cair. O que move o Coritiba é a festa para seu maior jogador, de modo a ter uma despedida alegria. Jogar fora já é por si só uma dificuldade para o time baiano. O Bahia precisa dos três pontos para chegar aos 40. Se o Palmeiras empatar, também chega ao 40 e ganha do rival de Salvador pelo número de vitórias: 11 contra 10. O Bahia também torce para que o Vitória apenas empate.

Da mesma forma, o Vitória, assim como o Palmeiras, joga em casa. Recebe o Santos no Barradão. O time tem 38 pontos. Tem de ganhar e torcer para que o Palmeiras perca. O Santos joga por nada. Se empatar e o Palmeiras perder, ambos ficarão com 39 pontos. Mas o Palmeiras se salva porque tem uma vitória a mais: 11 contra 10.

Talvez por essa maior dificuldade de seus rivais, o presidente do Palmeiras tenha batido no peito e garantido que seu time não será rebaixado. É a única explicação que encontro para tamanha confiança. Isso, pensando que não há nada nos bastidores que ‘trabalhem’ para a permanência de um em detrimento de outro, claro. Porque bola por bola, os três merecem ser rebaixados.

Tudo o que sabemos sobre:

Palmeiras; Paulo Nobre

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.