Arbitragem precisa ser revista de verdade no futebol brasileiro, sem empurrar nada para debaixo do tapete

Não dá mais para ouvir os mesmos blábláblá de sempre cada vez que os juízes erram em campo

Robson Morelli

09 de novembro de 2021 | 10h25

Não dá mais para aceitar a arbitragem do futebol brasileiro e seu blábláblá de sempre, cada vez que uma discussão se faz presente no noticiário. Todos os times da Série A e B e C já foram prejudicados pela turma do apito, com VAR ou sem VAR. A gota d’água talvez tenha sido esse impedimento dado de Gabigol ao sair de seu campo para o ataque, segundo avaliação de sua senhoria, o juiz  Denis da Silva Ribeiro Serafim (AL), na partida contra a Chapecoense. É erro primário, de escolinha de arbitragem, uma das primeiras lições para quem se propõe ser árbitro.

Foto: Alex Silva/Estadão

Ele ainda não teve ajuda de ninguém, de seus bandeirinhas, do quarto árbitro, que só faz brigar com treinador à beira do gramado, e do próprio VAR. Um lixo generalizado. Rua para esses caras. Eles não dão para a coisa. A responsabilidade é da CBF, que entrega seu maior campeonato para uma comissão de arbitragem fraca, sem pegada e em que todos se ajudam e se defendem. É um verdadeiro cabide de empregos. Não quero entrar aqui na condição esportiva de Flamengo e Chape. Mas se o juiz tivesse acertado, o time carioca teria vencido sua partida.

Um árbitro com a chancela da Fifa no futebol brasileiro recebe R$ 5 mil por jogo, mais R$ 50 a R$ 700 de estadia nos locais das partidas. Quem não faz parte do grupo Fifa, embolsa R$ 3.600 a cada 90 minutos. Os bandeirinhas levam R$ 3 mil cada. E o quarto árbitro, fica com R$ 1.250. Se um árbitro comum fizer cinco partidas do por mês, ele tem salário de R$ 18 mil. Eles têm de manter a forma física, são avaliados regularmente nesse quesito, conhecer as regras e apitar direito. Não conseguem.

Em todas as rodadas há problemas. Não estou me referindo a choradeira de treinadores e jogadores. Isso não conta. Quero me ater a erros de regra, de interpretação da regra, de lances que os árbitros não viram. Isso nada tem a ver com as reclamações de Renato Gaúcho após o empate com a Chapecoense por 2 a 2 nem de outros técnicos chorões. Está mais do que na hora de alguém pegar essa arbitragem de verdade e resolver o problema, sem empurrar nada para debaixo do tapete. A comissão de arbitragem não pode ser um lugar para manter amiguinhos. Qualquer avaliação séria já teria sido feita. É preciso entregar o milionário futebol brasileiro nas mãos de árbitros melhores. É preciso tirar essa desconfiança da arbitragem.

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