As diferenças entre Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar

Os dois primeiros fizeram dois gols cada neste sábado. O atacante brasileiro organiza sua festa de aniversário em Paris

Robson Morelli

03 Fevereiro 2019 | 15h57

Olhando assim, não há dúvidas de que são três craques, os primeiros de seus respectivos times, de talentos inigualáveis e habilidades, ou características, de fazer inveja a qualquer jogador. Mas o caminho e profissionalismo que cada um escolheu para suas carreiras são diferentes, o que não quer dizer errados. Messi, por exemplo, cresceu e se formou no Barcelona, onde brilha desde que passou a ocupar a vaga que era de Ronaldinho Gaúcho. Sua concentração no trabalho é imensa. Não há notícias, há anos, de qualquer impedimento, rusgas ou brigas do argentino no vestiário catalão. Messi é quase uma religião em Barcelona. Joga em alto nível toda vez que entra em campo. Neste sábado, por exemplo, quando seu time perdia por 2 a 0 ele tratou de colocar a bola debaixo do braço e fazer os gols do empate, salvando a invencibilidade da equipe. E assim vai fazendo gols e batendo recordes.

Cristiano Ronaldo viveu uma vida no Real Madrid, onde construiu sua reputação de “máquina de fazer gols” e ganhar títulos. Não é um craque nascido com dom, embora sempre teve claro sua importância nas equipes. Cristiano está em campo para balançar as redes. Ele é protagonista na Juventus, como era no Real Madrid. Teve a coragem, depois dos 30, de trocar de clube e ganhar um país, a Itália, onde nunca trabalhou. Não quer saber de jogos fáceis ou vitórias sem esforços. Também neste sábado, marcou duas vezes no empate da Juventus com o Parma por 3 a 3. O time de CR7 vencia por 3 a 1 e permitiu a igualdade.

Neymar está em outra. Enquanto vê seus amigos craques fazendo gols e ganhando mais prestígio, ele, machucado, organiza sua festa de aniversário, que será em Paris desta vez e em que já se sabe os celulares dos convidados ficarão retidos na entrada – para que nenhuma foto vaze nas redes sociais. Neymar se machucou num jogo na França e ficará dois meses e meio de molho. Perderá boa parte da temporada, partidas importantes da Liga dos Campeões e alguns amistosos do Brasil. Não pode pisar no chão, fará recuperação medicamentosa, ou seja, não passará por cirurgia. Continua fazendo seus comerciais e sendo usado pelo PSG como garoto-propaganda. Os outros também são. Também é muito seguido nas redes sociais, embora perca para Cristiano Ronaldo neste quesito de lavada.

 

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