A espinhosa missão do novo presidente do Palmeiras

Robson Morelli

20 de janeiro de 2011 | 12h14

O Palmeiras escolheu seu novo presidente. É Arnaldo Tirone Filho, candidato da oposição a Luiz Gonzaga Belluzo. Ele ficará no cargo durante dois anos. E tem espinhosas missões no mandato:
1) Pacificar a política no clube
2) Rever os contratos da construção da arena sem parar as obras
3) Administrar uma dívida de R$ 170 milhões
4) Fazer novas receitas para o clube
5) Fortalecer o time e pagar os salários em dia
6) Combinar com o treinador Luiz Felipe Scolari
7) Ajeitar a partte social do clube 

Se conseguir fazer tudo isso nos 24 meses de sua gestão, Tirone entra para a história do Palmeiras como herói. Farão um busto dele no Palestra Itália. Muitos duvidam que consiga. Ele sempre defendeu as ideias do ex-presidente Mustafá Contursi, que certamente será seu mentor nesta caminhada. Alguns também acham isso um retrocesso. A vantagem na contagem dos votos e a facilidade com que elegeu os vices-presidentes, todos de sua chapa, darão a ele, no entanto, muita tranquilidade para governar. O torcedor, claro, tem sonhos imediatos: títulos. E já espera festejar no Campeonato Paulista. A cobrança a Arnando Tirone começa hoje. 

Um rápido perfil do presidente
Arnaldo Tirone Filho, de 60 anos, vem do ramo imobiliário. É da turma dos ex-presidentes Mustafá Contursi, Afonso Della Monica e Carlos Facchina.  Ele está no clube desde 1955. Seu pai, Arnaldo Tirone, já foi diretor.

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