As versões de Kleber e Frizzo não batem. Quem fala a verdade?

Robson Morelli

11 de julho de 2011 | 16h42

O problema no caso do atacante Kleber é saber quem está falando a verdade. As versões da diretoria do Palmeiras e do jogador são diferentes. Os ex-jogadores que trabalham na imprensa hoje tendem a ficar com a versão do atleta. Conhecem o funcionamento da coisa porque já estiveram lá e dão a mínima para as versões do clube. São, na maioria das vezes, Jogador Futebol Clube.

Kleber foi a todos os programas esportivos para dar sua versão dos fatos. Ele se negou a concentrar sábado e a jogar domingo porque alegou dores musculares. Fez por conta própria uma ressonância num hospital da cidade para justificar sua decisão. Jurou ter avisado todo mundo de que não jogaria com dores, de Felipão ao diretor Roberto Frizzo, a quem chamou de covarde e profissional sem caráter, mais preocupado em tocar as coisas do seu restaurante que o futebol do clube.

Garantiu ter avisado a Felipão e aos médicos do Palmeiras, a quem também acusou de omissão. Disse que solicitou a ressonância ao médico e ele não deu a mínima. Jurou que não estava em condições de jogar e que sua ausência ou fuga nada tinha a ver com a oferta do Flamengo. Se ele fizer a sétima partida pelo Palmeiras no Brasileiro não poderá disputar a competição por outro clube.

Há um aumento salarial, que ele chama de “situação”, que Frizzo teria ficado de resolver e não resolveu. Pelo contrato, Kleber deverá ter aumento somento em janeiro de 2012. O Palmeiras, segundo Frizzo, concordou em acionar seu departamento de marketing para conseguir publicidade individual para o atacante.

Kleber disse que quer cumprir seu contrato e continuar no Palmeiras. Frizzo diz que ele quer sair. Kleber diz que nunca pediu aumento. Frizzo afirma que teve duas conversas com seu empresário sobre o assunto, que o jogador quer ganhar mais. Kleber jura que sua decisão nada tem a ver com o Flamengo. Felipão fala que Luxemburgo força sua contratação (foi ele quem o trouxe da Ucrânia). Kleber conta que sua relação com a diretoria do Palmeiras é péssima. Frizzo fala que Kleber é um bom menino e um jogador de caráter.

Enquanto isso, o presidente Tirone acompanha a tudo da Argentina, torcendo para que o jogador não vá embora e que o incêncio se apague sozinho. Uma vergonha.

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