Bafômetro nas concentrações. Essa é boa

Robson Morelli

19 de fevereiro de 2011 | 15h36

O futebol brasileiro é pródigo em se reinventar. Os cartolas também. Que o diga o torcedor do Cabense, em Cabo de Santo Agostinho, no Pernambuco. Lá, incomodados com as bebedeiras de seus jogadores e das frequentes reclamações dos torcedores, além, claro, da péssima campanha da equipe, os dirigentes do clube resolveram instituir o bafômetro nas concentrações. Isso mesmo. Antes de calçar as chuteiras, o cidadão tem de assoprar no aparelho.

Se passar no teste, está escalado. Se for reprovado, aiaiai, tem grandes chances de perder o emprego por justa causa. Essa foi a maneira encontrada para tirar o elenco dos botecos da cidade. Já estava pegando mal. Alguns atletas enchiam o latão e depois perdiam treinos e até jogos. A notícia foi dada pelo site globoesporte.com, de total confiança.

Imagina se a moda se espalha pelo Brasil. Imagino também que o álcool permaneça no corpo por algum tempo, se não não tem sentido fazer o teste. Não há time grande em São Paulo ou Rio que já não tenha sofrido com as noitadas de seus jogadores. Voltando um pouco no tempo, se o bafômetro estivesse aí mais cedo, talvez não teríamos perdido Mané Garrincha para a bebida e tão cedo.

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