Bom Senso ganha primeira batalha, mas quer mais, muito mais para os jogadores

O clube que não tiver dinheiro em caixa vai ser penalizado, quem sabe sem poder jogar a Primeira Divisão

Robson Morelli

15 de agosto de 2014 | 14h38

O Bom Senso se acertou com a CBF. Não é o que o leitor está pensando. Se acertou no sentido de conseguir uma maneira a contento para fiscalizar os clubes e suas gestões, quase sempre precárias financeiramente. Os balanços serão acompanhados de perto por uma comissão independente e quem tem tiver dinheiro no caixa para honrar seus compromissos com os trabalhadores, vai ser punido. A bola da vez nesta temporada é o Botafogo, que deve mais de três meses para seus jogadores, que paga uns e não paga outros, que precisa da ajuda de torcedores ilustres e endinheirados. E olha que estamos falando do time que revelou, entre outros, Garrincha. Só isso.

A CBF vai bancar uma comissão de 15 pessoas. Vai gastar, de acordo com o Bom Senso, R$ 3,5 milhões por ano, uma média de R$ 19,4 mil para cada, sem contar os gastos de deslocamentos, escritório, reuniões… O primeiro passo desse acerto visa que todos os jogadores empregados recebam seus salários em dia. Pode parecer pouco e uma condição natural para quem é contratado, mas não é isso o que vem ocorrendo no futebol brasileiro. Por aqui, os meses têm mais de 30 dias. Em General Severiano, um mês tem 90, por exemplo.

O Bom Senso quer mais e não vai parar nisso. O grupo briga por condições melhores para os jogadores, por mais emprego, portanto, por uma revisão do calendário nacional, de modo a deixar os clubes menores e de divisões inferiores mais tempo em atividade. A briga é por emprego para todos.  O período de férias, de 30 dias, se não está totalmente garantido, está bem perto disso. Um tempo de preparação antes de a bola rolar começa a se desenhar também. Então seriam dois meses sem futebol: um das férias e outro da pré-temporada. E assim o futebol vai melhorando.

Tudo o que sabemos sobre:

futebol; bom senso; cbf

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.