Bravos corintianos

Robson Morelli

31 de janeiro de 2010 | 19h30

O Corinthians ganhou com méritos o clássico no Pacaembu. Fez seu gol e soube se defender em todas as posições e setores da defesa, principalmente no gol, com as importantes aparições de Felipe.
Abriu mão do ataque para segurar o resultado. Os jogadores foram bravos. Abdicaram de suas qualidades individuais para ajudar o time. De Danilo a Jorge Henrique.
O Palmeiras atacou, atacou, atacou e não fez seu gol de empate. Atirou várias bolas na área sem qualquer qualidade, na base do ‘vamos ver o que acontece’. E nada aconteceu.
As jogadas mais perigosas se deram quando houve um pouco de inteligência na armação, passes rápidos, penetração, melhor posicionamento. Fora isso, o que os palmeirenses fizeram foi ressaltar o poder defensivo dos corintianos. Faltou aquele algo mais que é preciso cobrar de um elenco e de uma comissão técnica do nível do Palmeiras.
Os árbitros, claro, continuam inseguros, sem critérios e estragando a cena. Seneme errou muito na parte disciplinar, com os cartões, a começar pela expulsão de Roberto Carlos no começo do jogo. Continuou da mesma forma até a expulsão de Cleiton Xavier no fim.
É preciso tirar do árbitro essa condição de todo poderoso da partida. É preciso expor mais suas lambanças. Hoje, o que acontece quando um juiz erra é o seu afastamento por semanas ou meses que quase ninguém vê passar e depois desse tempo lá está o assoprador novamente em seu pedestal, com o apito na boca como se nada tivesse acontecido.
A vitória terá um peso grande para o Corinthians em sua caminhada no ano do centenário. Para o Palmeiras, apesar do dissabor da derrota no clássico, nada ainda está perdido no Paulistão.

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