Bruno Henrique, do Santos, dá o pior exemplo do mundo dentro de campo

Bruno Henrique, do Santos, dá o pior exemplo do mundo dentro de campo

Cusparada no rosto do adversário é atitude baixa, que pedido de desculpa depois não significa muita coisa

Robson Morelli

21 de setembro de 2017 | 16h30

Uma cusparada na cara do rival é o pior exemplo que um jogador de futebol poderia dar dentro de campo. É pior do que tapa na cara, falta desleal, carrinho por trás, simulação… Cusparada na cara é ofensa sem perdão, marca para o resto da carreira. É atitude baixa contra um colega de profissão. Foi exatamente isso o que Bruno Henrique fez em Damian Díaz. Não há justificativa. Jogador brasileiro pensa que pode fazer tudo contra rivais sul-americanos. Bruno Henrique não faria isso contra um brasileiro, mas na partida do Santos diante do Barcelona do Equador ele fez. Porque entende que contra estrangeiro da América pode. Não pode.

Bruno Henrique, jogador do Santos, em partida na Vila Velmiro / AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA

Pegamos no pé do atacante Jô por ele não ter admitido depois do jogo contra o Vasco, domingo, que marcou um gol de mão. Jô errou ao não admitir a mão, mas está longe de ter cometido algo tão ruim quando fez Bruno Henrique. O jogador santista foi baixo. Jô teve uma atitude intuitiva. Errou mais após orientações recebidas para abafar o caso do que em comemorar o gol irregular. Bruno Henrique desceu ao fundo do poço com seu gesto. Jô se recuperou com a confissão dois dias mais tarde.

O fato é que o futebol brasileiro, representado por seus clubes e atletas, vive situação parecida por que passou a seleção, achando-se mais do que realmente era e vendo seus adversários lhe passarem a perna a cada esquina. Foi assim com o Brasil até Tite colocar a mão na massa. Tem sido assim com as equipes brasileiras nas competições sul-americanas. A soberba tem afundado esses times dentro da América.

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