Buenos Aires dá largada para o Palmeiras em sua busca de dois títulos históricos em 2018

Boca e Flamengo são os "últimos" obstáculos do time de Felipão para encaminhar duas conquistas importantes e históricas

Robson Morelli

24 Outubro 2018 | 11h39

Ganhar a Libertadores e o Campeonato Brasileiro. Esses são os dois objetivos do Palmeiras nas próximas semanas. Não há nada mais importante do que isso nesse momento. São passos históricos de uma temporada que se aproxima do fim. Nada está garantido ainda, mas o caminho está traçado. E tudo começa hoje, em Buenos Aires, a partir das 21h45, quando o jogo contra o Boca Juniors começa. É a primeira partida da semifinal, que começou ontem com a vitória do Grêmio por 1 a 0 sobre o River Plate. Imagino que o Palmeiras terá mais dificuldades do que teve o time gaúcho de Renato. O Boca vibra mais do que o River. A pressão, portanto, deverá ser maior.

WERTHER SANTANA / ESTADÃO

Passando pelo Boca (não tenho dúvidas de que para Felipão uma derrota até por 1 a 0 será de bom tamanho, porque aí ele motiva seu time para fazer o resultado em São Paulo, como foi em 1999), o Palmeiras poderá colocar uma mão na taça do Brasileirão se ganhar do Flamengo no sábado, pela 31ª rodada. Já é líder e poderá abrir mais vantagem na frente, tornando a vida de seus adversários, como Flamengo e Inter, mais dura ainda. Depois desse Flamengo, se vencer, vai apenas administrar a vantagem até, matematicamente, ficar com o título nesse sistema de pontos corridos.

Se tivesse de apostar, diria que o Palmeiras, passando pelo Flamengo sábado, o que não será fácil e dependerá muito do resultado de Buenos Aires, sacramentaria a conquista lá pela 35ª rodada. Portanto, três jornadas antes do fim da competição. Da mesma forma, na próxima semana, independentemente do resultado da partida de ida contra o Boca Juniors, o Palmeiras terá de decidir sua vida na Libertadores. Deixa o Boca para trás ou avança à final.

Todo o trabalho da temporada, que começou lá em janeiro, tem agora duas semanas para seu desfecho. Os palmeirenses estão animados porque olham para o time e para o banco de reserva e para o treinador e sentem que deu liga. O Palmeiras tem problemas, fará partidas duras, mas até agora vem demonstrando que amadureceu e que sabe o que quer e tem de fazer. Meu único senão diz respeito ao emocional de alguns jogadores. Dudu, Felipe Melo e Deyverson, principalmente, precisam entender que não é hora de brigar ou fazer maluquices. É hora de jogar simples e sério. Na bola e na alma. Com vontade, mas também com inteligência. Como fez o Grêmio diante do River Plate.

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