CBF vai arrumar para a cabeça com o árbitro de vídeo neste Brasileirão

Comissão de arbitragem não está preparada para isso, tampouco nossos árbitros

Robson Morelli

20 de setembro de 2017 | 10h51

Embora o regulamento da competição permita o uso do árbitro de vídeo em meio à competição, a CBF vai arrumar para a cabeça ao apressar o uso do artifício para reduzir os erros grotescos de arbitragem. A entidade, na decisão de seu presidente, Marco Polo del Nero, mandou resgatar os equipamentos e instalá-los nos estádios já na próxima rodada do Brasileirão, com a convicção de que isso vai acabar com os erros absurdos, como o gol de mão de Jô na vitória do Corinthians sobre o Vasco no Itaquerão, no fim de semana. O tiro pode sair pela culatra porque a Comissão de Arbitragem não está preparada para usar essa tecnologia. Não se pode tomar uma decisão desta importância na emoção de um erro.

Jô, atacante do Corinthians. FOTO GABRIELA BILO / ESTADÃO

A CBF antecipa o que ela não tem condições de entregar. Há muitas dúvidas de uso e sobre as pessoas que vão utilizar o equipamento. A Rede Globo, detentora das imagens dos jogos, poderá sofrer críticas do torcedor ao ‘entregar’ para a arbitragem imagens que possam condenar times e jogadores. Será dela esse papel? Os árbitros do futebol brasileiros, salvo raríssimas exceções, não têm personalidade para operar tudo isso. Não sabem. São confusos. Basta ver como eles trabalham, com medo, acuados, sem peito para decidir nada, em conluio com seus pares no campo.

Se até semana passada, o futebol brasileiro não tinha essa condição (de operar o árbitro de vídeo), como tem agora, em uma semana? Claro que não tem. Pior. Ninguém confia no trabalho encabeçado pelo bom Coronel Marinho, mas incapaz, como tantos outros, de resolver o problema da arbitragem que já dura anos, talvez décadas.

Já tentamos com árbitros estrangeiros e não deu certo. Mas talvez agora seja o momento para tentar novamente buscar inspiração lá fora, nas Américas ou Europa. Nossos árbitros são ruins por natureza. São medrosos. Geralmente o juiz principal é o melhorzinho do sexteto, mas sofre com a incapacidade de seus colegas fardados. Ele também erra. Isso sim a CBF e a Comissão de Arbitragem já poderiam ter melhorado. Na formação e na profissionalização, na criação de um grupo Ouro, com cinco árbitros e bandeiras competentes. Seria o começo, que fosse. Tímido, mas o começo. Mas é preciso fazer um filtro desses árbitros. Tem muita gente ruim querendo apitar uma partida de futebol. Não dá. Mas tenho dúvidas se ELES querem melhorar isso.

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