Churrasco prova que a política é o que conta no São Paulo

Robson Morelli

22 de julho de 2013 | 13h33

Foi sim um churrasco fora de hora, se é que assar uma carne com os amigos pode ter essa conotação. No caso do São Paulo, teve. Depois de viver uma semana conturbada, com crise sem precedência no clube, e sofrer uma surra de Luan (do Cruzeiro), autor de três gols na derrora por 3 a 0, o presidente Juvenal Juvência manteve sua agenda e participou de um churrasco no clube, com a participação de membros de torcida organizada. Teve de tudo, até bate-boca do presidente.

Tudo combinadinho para que as críticas não cheguem ao cartola-mor. Tudo combinadinho para que os jogadores sejam apontados c0mo maiores culpados pelas fracas atuações. Tudo combinadinho para que Juvenal não saia do caminho em seu trabalho de ‘fazer’ o novo presidente do São Paulo, provavelmente Leco.

O fato é que o churrasco pegou mal. Como uma diretoria pode fazer um churrasco em meio à crise do seu futebol, o carro-chefe do Tricolor? O que Juvenal fez foi semelhante à atitude de Tirone quando o Palmeiras foi rebaixado para  Segundona em 2012. Para quem não se lembra, Tirone resolveu pegar uma praia no Rio, já que não tinha mais nada para fazer e o time estava rebaixado.

Por tudo o que a diretoria do São Paulo tem feito nos últimos meses, é preciso rever alguns adjetivos que o clube sempre carregou, como o de ‘diferente’ e ‘moderno’. Esse São Paulo não existe mais, embora há no clube pessoas capazes de mudar isso. O que estava em jogo naquele churrasco eram acertos para abafar a crise sobretudo na arquibancada do Morumbi. O torcedor organizado, alguns dizem ‘vendidos’, vão continuar cobrando melhor rendimento da equipe e pressionando jogadores-chaves desse elenco, como Luis Fabiano, Lúcio e Ganso, mas é certo que o respeito não será mais o mesmo, uma vez que alguns jogadores podem entender que a torcida fala em nome de outros.

Não seria de se estranhar que nesta semana algumas medidas também fossem tomadas para tentar acalmar os ânimos. O diretor de futebol Adalberto Baptista é a bola da vez. Pode ser afastado, assim como alguns jogadores.

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