Clubes fracassam em suas gestões do futebol nesta temporada no que diz respeito à manutenção de treinadores

Cartolas se rendem às pressões e não confiam nem nas suas próprias decisões em relação à permanência de técnicos

Robson Morelli

06 de dezembro de 2016 | 11h17

Tite precisa virar modelo no futebol brasileiro. Nesta temporada, que ainda não acabou, mas que serviu para o torcedor verificar o tamanho da fragilidade das diretorias tamanho foi o número de técnicos demitidos, as gestões no futebol foi o calcanhar de Aquiles ao lado da ruindade da arbitragem. Presidentes e diretores de futebol sucumbiram diante da pressão de suas torcidas, dos resultados e de suas próprias decisões em relação à aposta em determinados técnicos. Não é à toa que os dois únicos clubes que não trocaram de comissão técnica ocupam as primeiras posições na tabela do Brasileirão. Daria para incluir o Flamengo também nesta relação porque a saída de Muricy Ramalho para a entrada de Zé Ricardo se deu por questões de saúde.

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Palmeiras e Santos são os únicos clubes que não demitiram treinadores, não se renderam ao coro das numeradas tampouco mudaram a rota em meio à competição. O símbolo do fracasso nesse quesito para mim é o Inter, que entra na última rodada com a corda no pescoço e no caminho da Segundona. Ocupa a 17ª posição. O time do Sul, que apontei no começo do ano como um dos favoritos para ganhar o título, fez tudo errado fora de campo. Trocou de técnico sem qualquer convicção. Tirou Argel, escalou Falcão, testou Roth e Lisca. Da água para o vinho. Não foi o único nesse sentido.

A bem da verdade é que nossos treinadores são fracos e não apresentam muitas novidades nos 90 minutos das partidas, embora tranquem os treinos durante toda a semana. Mas na hora do jogo é como se não tivessem treinado. Salvo raras exceções, todos eles deveriam mirar em Tite. Em seis partidas, o treinador da seleção mostrou formas diferentes de o time jogar. Ora as apostas eram pelas beiradas, ora pelo meio mais congestionado e chegando na frente, ora com os atacantes em velocidade. Nos clubes isso é muito mais fácil de se fazer porque os técnicos têm tempo para trabalhar e ensinar e corrigir e testar e insistir. Claro, perde na qualidade porque a seleção reúne os melhores do Brasil.

O fato é que depois da arbitragem pífia nesta temporada, o trabalho dos técnicos deixou a desejar em 2016.

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