Com a melhora do São Paulo, semifinais do Paulistão têm equilíbrio de forças

Palmeiras encara o rival do Morumbi preocupado com a Libertadores, mas tem de entender que confrontos valem vaga na final. Santos está melhor do que o Corinthians no momento

Robson Morelli

28 de março de 2019 | 10h53

As partidas das semifinais do Paulistão terão um equilíbrio de forças. Com a reação do São Paulo sob o comando dos meninos de Cotia, o time tem condições de enfrentar o badalado Palmeiras no mesmo nível. É verdade que foram apenas duas boas apresentações dos moleques do Morumbi, portanto, cedo ainda para maiores conclusões. Mas é fato também que o grupo ganhou confiança e encontrou um jeito de atuar sem medo de errar. Isso é importante. Os meninos, como Antony, são abusados e querem ficar com as vagas da equipe. Não querem ser tratados como promessas. Preferem o termo ‘realidade’. São quatro ou cinco que se juntaram para socorrer o São Paulo. Há uma felicidade no elenco como não se via há muito tempo. E os marmanjos, que fracassaram, terão de aceitar isso. Usar a base também vai de encontro ao que o clube queria.

 FOTO: FELIPE RAU/ESTADÃO – Corinthians ganhou a competição no ano passado

Desse modo, o São Paulo tem muitas condições de fazer jogos interessantes contra o Palmeiras, um no Morumbi e outro no Allianz Parque. É hora também de a torcida aparecer. Há bons jogadores dos dois lados. O time de Felipão é mais cascudo, mais sério, mais inteiro e mais pesado também. Parar a correria do rival deve ser uma preocupação. Fechar o meio de campo é fundamental, assim como as laterais. É pelas beiradas que os meninos avançam. O Palmeiras será atacado talvez como nunca nesta temporada, neste Estadual. O time tratou o Paulistão como Paulistinha, até pela briga com a Federação Paulista de Futebol (FPF). Mas de agora em diante tem a obrigação de lutar pela taça. A Libertadores pode se colocar no caminho do time, como vai, mas agora as partidas do Regional valem muito. O palmeirense quer todas as taças. O Palmeiras tem elenco para isso.

Na outra semifinal, apesar do equilíbrio das bandeiras, tendo a ver o Santos mais bem preparado. Se o São Paulo melhorou, o Corinthians caiu de produção. Talvez não tenha levado o confronto com a Ferroviária como deveria, achando que poderia resolver a parada sem se esforçar, sem qualidade e empenho. Tanto foi assim que Carille ficou uma vara com o time nas duas partidas. Achou que o elenco poderia mostrar mais do que mostrou. O Corinthians vinha subindo de produção, mas ficou pelo caminho nos dois últimos jogos.

Desse modo, vejo o Santos melhor. O time de Sampaoli fez por merecer a vaga com sobras. O treinador argentino também já passou no teste, não tem mais de se provar no futebol brasileiro, gostem ou não algumas “colegas” de profissão por aqui. Há muita inveja também. Os times brasileiros não precisam ser treinados somente por técnicos brasileiros. O Santos reduziu o ritmo para ganhar fôlego, recuperou jogadores e voltar com força total. Por ter um elenco mais contadinho, terá de fazer isso ao longo da temporada. Imagino equilíbrio nas disputas e jogos bons.

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