Com aval da CBF, comissão de Arbitragem ensaia medidas para melhorar conduta dos árbitros e do VAR no Brasileirão

Preocupação é ter classificação final contestada na justiça desportiva após as 38 rodadas

Robson Morelli

30 de novembro de 2020 | 06h00

CBF e Comissão de Arbitragem ensaiam anunciar medidas para melhorar a conduta dos árbitros de campo e da turma do VAR nas partidas do Brasileirão. A maior preocupação é que erros absurdos continuem acontecendo, como ocorreu na partida do São Paulo com o Ceará, semana passada. Todos os clubes estão insatisfeitos, é uma percepção da entidade. Mas a Comissão de Arbitragem vai se preocupar somente com erros de conduta e decisão equivocadas. Não se levará em conta ‘choradeira’ nem ‘mimimi’ de perdedor.

No caso do São Paulo, o juiz validou um gol em impedimento. Não foi chamado pelo VAR para rever o lance. Colocou a bola no meio do campo e recomeçou a partida. Logo no pontapé inicial, parou a disputa e tratou de revisar a jogada, aí sim a pedido do VAR. Viu o impedimento e anulou o gol. Ocorre que a regra diz que o juiz de campo não pode voltar atrás depois de recomeçar o jogo. Feita a lambança, a CBF pediu desculpas e o São Paulo pisou em cima. Apontou o erro, mas não pediu realização de nova partida. A turma do VAR alegou falha de comunicação.

A Comissão de Arbitragem detecta um sentimento negativo em relação ao uso do VAR e também à submissão e falta de concentração do juiz de campo. Daí a necessidade de mostrar alguns novos caminhos e rever procedimentos, ou ao menos apostar naqueles que eram tidos como fundamentais para o bom uso das imagens de vídeo na arbitragem. Os clubes deverão ser arrolados de alguma forma nesses ‘novos’ procedimentos. A Comissão gostaria de poder contar também com jogadores e treinadores.

Uma das maiores preocupações após 23 rodadas do Brasileirão é ter a classificação final questionada na justiça desportiva, com asteriscos que podem ocasionar dor de cabeça para a CBF na confecção da tabela de 2021.

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