Com aval de Raí, Diniz tem a missão de ‘dispensar’ jogadores do São Paulo que não servem mais

Treinador ganha força e fôlego no vestiário, gostem ou não os torcedores, para fazer suas mudanças

Robson Morelli

21 de agosto de 2020 | 09h50

Raí disse alto e em bom som que Fernando Diniz permanecerá no comando do São Paulo. Se isso não se confirmar e o treinador foi demitido pelo presidente Leco, Raí deve sair também. É muito bom para um técnico ouvir o que o diretor de futebol do clube falou. “Garanto! O trabalho continua. Nós vamos dar todas as condições para o Diniz, a confiança nele é total. Foi ele que fez o time que estava produzindo antes da paralisação, e é ele quem tem todas as condições de voltar para aquele nível de atuação para que tenhamos mais chance de ter as vitórias necessárias para sair dessa situação. Voltar a uma crescente, voltar a ter confiança e esquecer os traumas recentes.”

Finalmente alguém forte do São Paulo deu a cara à tapa e apoiou o treinador, gostem ou não os torcedores. Já era esperado, afinal, não tem sentido demitir um treinador meses antes de eleições presidenciais no clube. Qualquer um que fosse contratado, não seria o técnico do novo presidente, mesmo se a situação permanecer no comando. Raí disse o que um diretor de futebol precisa dizer. Suas palavras, no entanto, não podem não valer nada. Está escrito. “Diniz continua. Ele fica.”

Com isso, Diniz, que estava acuado, vai ter mais força no vestiário e fazer as mudanças que precisa. Vai dispensar mais jogadores que não estão mais a fim de ficar, a exemplo de Alexandre Pato, que beijou a camisa e se mandou. Ou quem não serve mais para esta temporada. Há uma corrida para reduzir a folha de pagamento. Tem muitos jogadores no banco ganhando salários acima dos R$ 500 mil. Existe um estudo de passar um time mais enxuto para o próximo presidente.

Diniz foi mantido para tocar também esse projeto, sem, claro, perder o foco no futebol, o que mais interessa nesse momento. Ocorre que não há muita esperança de o São Paulo conseguir voos altos com esse elenco. Mais uma vez o Campeonato Brasileiro será um caminho para obter vaga na Libertadores. É pouco. Mas é real. Mais do que isso será muito difícil. Um milagre.

Ao torcedor, a esperança vem do pleito. Um presidente novo capaz de mudar esse cenário no Morumbi. Os torcedores terão de esperar.

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