Com tantos mandos e desmandos e guerra de liminares, o futebol brasileiro bem que poderia se chamar Bagunção FC

Vai ter jogo em Brasília; o Paulistão volta neste fim de semana; em Minas, o futebol pode parar

Robson Morelli

09 de abril de 2021 | 13h10

Em São Paulo, o futebol ficou proibido e tentou ser jogado em outros Estados. Deu certo para duas partidas. Depois, emperrou. Agora, nesta sexta-feira, as medidas restritivas foram derrubadas pelo governador João Doria (foto) e os jogos estão liberados. A FPF corre para acelerar mais de 50 partidas adiadas. Vai elaborar um novo calendário de modo a cumprir a final do Paulistão 2021 dia 28 de maio, data estipulada pela CBF.

Foto: Governo do Estado de SP

Em Brasília, a semana ficou no “vai ter jogo” e “não vai ter jogo”, numa guerra de liminares entre as partes do DF, juízes, magistrados, governador. A CBF ficou esperando para ver o que ia dar. Em nenhum momento demoveu os clubes da preparação de mudança de local. Mesmo assim, nos bastidores, nada era certo e garantido. Palmeiras e Flamengo jogam neste domingo, 11h, numa decisão de título de jogo único. Parece que não vão recorrer da decisão do Superior Tribunal de Justiça. Claro, tudo tem a ver com as mortes pela covid-19, com os números altos do Brasil e da pouca vacina. O País vacinou pouco mais de 10% da população.

Em Minas, também há um impasse para o clássico deste fim de semana entre Atlético-MG x Cruzeiro. Há recomendação por parte do MP do Trabalho e Defensorias Públicas e MP e da União para que o jogo não aconteça. Os jogos de futebol deveriam ser interrompidos em 48 horas, até que “a situação epidemiológica permitir”. O jogo está marcado para domingo, 16h. Não se sabe se ele vai acontecer. A decisão é de quinta.

Isso só ocorre porque o futebol pensa e trabalha separadamente, com cada um vendo o seu lado. Não há união nem consenso. As decisões são tomadas de forma separadas. O futebol não pensa na covid-19. E assim, tudo vira uma grande bagunça.

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