Conselho de defesa do Consumidor não vê com bons olhos Disney tocar dois canais de esportes no Brasil, ESPN e Fox

Conselho de defesa do Consumidor não vê com bons olhos Disney tocar dois canais de esportes no Brasil, ESPN e Fox

Conforme reportagem de Lorenna Rodrigues, do Estadão, sugestão do órgão é a venda de um deles, no caso, da Fox Sports

Robson Morelli

22 de fevereiro de 2019 | 10h36

Reproduzo aqui reportagem publicada no Estadão desta sexta-feira sobre dois canais de TV por assinatura do Brasil, ESPN e Fox Sports.

 

Aprovação da fusão com Disney deve exigir venda da Fox Sports

Ao analisar o negócio global, Cade identifica possibilidade de duopólio no segmento de canais esportivos no Brasil

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

Em acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para garantir a aprovação da compra da Fox, a Disney, em um acordo de US$ 71,3 bilhões, deverá vender os canais da Fox Sports no Brasil. Segundo o Estadão/Broadcast apurou, a venda foi a solução encontrada para resolver a principal preocupação do órgão em relação ao negócio, que é a concentração dos canais esportivos.

Como a Disney já é proprietária dos canais ESPN, a fusão com a Fox deixaria um mesmo dono com dois dos principais canais esportivos da TV por assinatura – só restaria a SporTV, da Globosat. A tendência é que o Cade determine que a venda dos canais de esporte da Fox seja feita para uma terceira empresa que não a Globosat.

A empresa e o Cade estão agora finalizando os últimos detalhes do acordo. O julgamento foi marcado para a próxima quarta-feira, dia 27.

Para o advogado Ademir Pereira Júnior, que representa a associação de operadoras de pequeno porte NeoTV, a compra da Fox forma um duopólio de canais esportivos no Brasil. Ele lembra que a entrada da Fox no segmento beneficiou o setor, pois criou uma disputa entre os canais, principalmente por direitos de exclusividade de campeonatos como Libertadores da América e Copa do Mundo.

Em dezembro, a Superintendência-Geral do Cade recomendou ao tribunal do órgão que imponha restrições ao negócio por entender, justamente, que a operação causa um aumento significativo na concentração no mercado de canais esportivos. Procurada, a Disney não quis se pronunciar sobre o assunto.

 

 

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