Corinthians de muitas almas humilha um São Paulo de alma alguma

O título está em boas mãos

Robson Morelli

22 Novembro 2015 | 19h37

O Corinthians ‘encerra’ sua participação no hexa de maneira que entra para a história. Já era campeão contra o Vasco, na rodada anterior, mas entrou na Arena Corinthians para coroar o bom futebol e se apresentar para sua gente, uma vez que o jogo da conquista tinha sido em São Januário, no Rio. Não podia fazer feio em sua casa. Havia apenas um senão: enfrentar o rival São Paulo, que briga por lugar na Libertadores. Tite, o arquiteto desse time campeão, tratou de seguir seu planejamento e dar folga para os mais cansados, aqueles que correram o Brasileiro todo pelo caneco. Então se imaginava que o São Paulo pudesse atropelar os donos da casa e estragar a festa. Mas nessa partida, num Itaquerão abarrotado, pôde-se entender melhor o que Tite sempre disse sobre elenco, sobre uma equipe de mais de 11, sobre a importância de todos e o envolvimento do grupo. O Corinthians B humilhou o São Paulo, 6 a 1, e festejou duplamente sua sexta conquista de Brasileirão (1990/98/99/2005/11/15), com a vitória e com a surra no adversário paulista. Era um time de muitas almas conta outro de alma alguma.

É preciso reconhecer o que esse Corinthians fez em campo neste ano, com troca de jogadores, lesões, vendas, apostas e punições. Há muitos pontos positivos nesse elenco, e ele deve servir de exemplo para outros times. Os corintianos agradecem de joelhos a história dessa temporada, que não acaba aqui. Quando um time tem gana ele quer sempre mais. No Itaquerão, neste domingo, o Corinthians jogou com alma, com muitas almas, com almas brasileiras e até paraguaias, diferentemente do São Paulo, que entrou em campo sem alma alguma, um zumbi, como foi ao longo do ano.

A festa foi completa na Arena Corinthians. Gols, taça e volta olímpica. A torcida não arredou o pé do estádio, queria ver tudo, não perder nada. Coube a Ralf levantar a taça. Ele foi o capitão desse jogo. Todos os jogadores levaram seus familiares. Teve volta olímpica. Até Ronaldo apareceu. Teve tudo que o Corinthians mereceu por méritos. Não há um jogador especial nessa conquista. Há muitos jogadores especiais. O Corinthians com Tite dá a exata noção de como um grupo deve ser formado, a exemplos de outros da Europa por quem dobramos. Essa delegação superou até atrasos nos salários, outra goleada dada em sua própria diretoria. Mesmo mergulhados nessa condição, ninguém abriu o bico. Que sirva a lição aos cartolas. O Corinthians foi gigante no Brasileirão 2015.

 

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