Corinthians e Palmeiras pelo Paulistão: vai que…

Robson Morelli

15 de fevereiro de 2013 | 12h52

Domingo tem clássico no Paulistão. E o melhor deles. Palmeiras e Corinthians. Corinthians e Palmeiras. Jogaço no Pacaembu graças à tradição das duas bandeiras. São-paulinos e santistas estão abaixo dessa concorrência e rivalidade, gostem ou não os torcedores desses dois times. Pelo menos é o que se fala nas arquibancadas. Dizem mais. Dizem que Corinthians e São Paulo são inimigos e não rivais. Se odeiam. E que o corintiano só tem o Santos como adversário histórico por tudo o que Pelé fez contra o alvinegro paulista, senão não teria. Clássico, clássico mesmo, é Corinthians e Palmeiras.

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O confronto desse fim de semana, contudo, pode ser um dos mais injusto de sua história. E pelo simples fato de um rival estar voando e o outro aprendendo a voar. O Corinthians apresenta-se para a partida em pele de lobo, enquanto que o Palmeiras faz a vez do pobre cordeiro. Tite tem um time pronto, preparado, descansado e confiante após as conquistas da temporada passada, como a Libertadores e o Mundial de Clubes da Fifa. De quebra, trouxe Alexandre Pato para ser a cereja do seu elenco. Gilson Kleina trabalha para dar padrão e reencontrar uma formação, ao menos competitiva. Seus jogadores treinam e jogam nesse começo de ano sob o olhar desconfiado da torcida, não diferente do que aconteceu na temporada passada, e sem tirar proveito da conquista da Copa do Brasil. Apresenta-se esfacelado por atletas medianos recém-chegados. De quebra, não tem mais Barcos, o atacante que prometia e cumpria.

De modo que, em sã consciência e se baseando em estatísticas e números que são jogados aos montes no noticiário esportivo diariamente, não seria demais supor que será um massacre corintiano, que se o Palmeiras perder de pouco já estará de bom tamanho. Seria, não fosse o futebol  um esporte sem previsões, em que um nanico pode ganhar de um gigante, em que um drible pode fazer desmoronar uma defesa ou um sistema defensivo inteiro, em que o favorito na véspera pode ser o derrotado após o apito final do árbitro. Por isso que o futebol é o que é.

E para quem teve esse espírito (de esperança) o ano todo de 2012, não custa recomeçar a temporada da mesma forma. Cá entre nós, rivalidade desse tamanho tem o poder de acertar equipe. Vai que o Palmeiras ganha… E para comprovar tudo isso que acabei de escrever, basta ler a declaração do goleiro corintiano Cássio nesta semana. “Em clássico, às vezes um time que está em baixa, ressurge. No ano em que o Inter de Porto Alegre foi campeão da Libertadores e do Mundial da Fifa, tinha um time bom, mas perdeu o Gauchão. Em clássico tem de ter atenção total”.

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