Corinthians pode ficar mais forte em 2016 com Alexandre Pato

Atacante pode voltar para o Parque São Jorge. Ele cobra uma decisão e o novo presidente do São Paulo terá de se mexer para dar a resposta

Robson Morelli

26 de outubro de 2015 | 09h35

Se for possível empurrar para debaixo do tapete todas as rusgas entre a diretoria do Corinthians e o atacante Alexandre Pato e se o São Paulo não conseguir comprar o jogador em dezembro, o ‘virtual campeão brasileiro’ poderá ficar mais forte em 2016. Com Pato no ataque, o time de Tite, se é que Tite permanecerá no comando do clube (a CBF sabe de sua importância para a seleção brasileira no lugar de Dunga e ele não seria o primeiro a deixar o Parque São Jorge por competência e não por ‘cor dos olhos’ para assumir o time nacional: Luxemburgo foi o primeiro em 1998), terá ainda mais poder de fogo no Paulista, Brasileiro e, principalmente, Libertadores da América.

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Leco, que deverá assumir a presidência do São Paulo nesta semana de forma não interina até 2017, tomando o mandato que era de Aidar, vai se esforçar para fazer o negócio e manter o atacante no Morumbi. O problema é um só: dinheiro, ou a falta dele. O Corinthians pede 10 milhões de euros pelo contrato de Pato. Isso, em reais, dá R$ 43 milhões. Ocorre que o jogador tem 40% desse valor e poderia facilitar a vida do São Paulo não cobrando por ele nesse momento. Se Pato aceitasse essa condição, o preço cairia para 6 milhões de euros: R$ 25 milhões. O que ainda é muito dinheiro para um clube que tem uma dívida de R$ 150 milhões.

O São Paulo quer Pato, mas não tem dinheiro. Isso é um problema. Pato não comentou nada sobre ‘segurar’ seus 40%. São 4 milhões de euros, R$ 17,2 milhões. Disse apenas que precisa de uma decisão sobre seu futuro. Há um segundo problema para Leco: pagar os R$ 800 mil pensais do jogador em caso de compra. É isso que Pato ganha do Corinthians e São Paulo. Os dois clubes pagam o salário do jogador, como foi combinado na hora do negócio que envolveu Jadson. Se comprar Pato, o São Paulo terá de assumir esse valor. Duvido que Pato baixaria sua pedida.

Não está descartada a possibilidade de parcerias para manter o atacante no clube. Mas como o São Paulo anda com problemas em sua administração, é preciso também encontrar esse parceiro que queira colocar dinheiro no clube. A não renovação de Luis Fabiano pode ajudar a economizar, assim como o fim de linha de Rogério Ceni. São possibilidades reais. Reduzir o elenco, consequentemente a folha de pagamento também. Pode ainda vender Rodrigo Caio ou outro qualquer. Tudo isso fortaleceria o cofre. Leco terá de tomar essas decisões muito em breve, em menos de dois meses.

MORUMBI

Há ainda um projeto engavetado no clube que é reformar e modernizar o Morumbi. O estádio está ficando para trás. Semana passada, sofreu ‘apagão’ na partida contra o Santos. As chuvas destroem gramado e arquibancada. Não há coberturas, não há conforto, não há atrativos para o torcedor.

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