Crespo desembarca no Brasil nesta terça para conhecer as estruturas do São Paulo

Crespo desembarca no Brasil nesta terça para conhecer as estruturas do São Paulo

Treinador traz para o clube do Morumbi soluções defensivas, aprendidas na Itália, e esperança de já se dar bem no Paulistão, que começa no fim deste mês; ele chega de malas para ficar

Robson Morelli

16 de fevereiro de 2021 | 09h40

O treinador argentino Hernán Crespo embarcou em Buenos Aires às 8h45 da manhã desta terça-feira com destino ao Brasil. Vai ter recepção da torcida no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo. Ele vai conhecer de perto a estrutura do seu novo clube, o maior dos três que já comandou, entre eles o Defensa y Justicia. Crespo tem 45 anos. Ele faz parte da nova safra de técnicos. Segundo o presidente do São Paulo, Julio Casares, o argentino vai recuperar o DNA de vencedor do clube, perdido desde 2012. Isso serve para animar o torcedor, mas não significa muito.

Foto: SPFC

Crespo é uma aposta por ser um treinador “ainda em formação”. Ele não se difere dos novos comandantes que surgiram no Brasil nos últimos anos. Alguns foram aprovados, outros ainda não. Ele pertence a essa safra. O fato de ser argentino diz alguma coisa, mas não é condição essencial que dê ao São Paulo garantias de conquistas. Crespo tem no seu DNA o ataque. Ele era centroavante. Mas o futebol brasileiro sempre teve também essa característica. Não é novidade. Apesar de o nosso futebol ter se valido de dar a bola aos rivais e jogar com freio de mão puxado, salvo exceções.

Crespo foi formado na Itália. E por um motivo. Ele foi atrás de aprender a montar equipes defensivas, condição que afirmou que não tinha por ser da escola sul-americana de atacar, atacar e atacar. Foi então beber água da melhor fonte nesse sentido, o futebol italiano de Paolo Maldini e Franco Baresi. Não podia se enriquecer em lugar melhor. Armar equipes de trás para frente sempre foi uma condição dos italianos.

Então, Crespo trás para o Morumbi uma solução, por enquanto na teoria, para o maior problema do time nas últimas temporadas: a fragilidade defensiva. O próprio treinador Fernando Diniz mudou o setor algumas vezes na tentativa de encontrar soluções. Crespo vai assumir o São Paulo após o Brasileirão. Deve ficar num hotel e não no CT da Barra Funda até se ajeitar num local próprio oferecido pelo clube, provavelmente mais perto do CT da Barra Funda do que do Morumbi. Ele vai escolher.

Sua comissão técnica terá custos de R$ 1 milhão por mês. Crespo fica com a maior fatia. É o dobro do que a turma de Diniz recebia. Ele vai conhecer o CT da Barra Funda, o estádio do Morumbi e Cotia, onde são trabalhados os meninos da base. deve gostar muito do que vai encontrar.

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