Cristiano Ronaldo marca três vezes pela Juventus contra o Atlético de Madrid e faz Turim tremer

Cristiano Ronaldo marca três vezes pela Juventus contra o Atlético de Madrid e faz Turim tremer

Vitória leva time italiano para as quartas de final da Liga dos Campeões

Robson Morelli

12 de março de 2019 | 19h08

Ave, Cristiano! É o atacante que faltava à Juventus. Escrevo antes mesmo de o jogo contra o Atlético de Madrid acabar. Vale vaga para as quartas de final da Liga dos Campeões. O time italiano está dentro, classificado. Não imaginava que a equipe de Simeone pudesse sofrer três gols do português nem de ninguém da Juventus, mesmo jogando em Turim. Mas CR7 faz a diferença. Fazia no Real Madrid. Faz na Juventus. Ele entra nas partidas decisivas com sangue nos olhos, sabendo exatamente o que precisa fazer em campo. Não tem corpo mole, não tem confusão, não tem frescura. Parece um robô programado para marcar gols. CR7 conclui a gol e vai no rebote da própria conclusão. Não desiste nunca. No seu segundo gol, de cabeça, comemorou antes mesmo de o relógio do juiz avisar que a bola havia entrado.

Levantou as mãos e o juiz repetiu o gesto em seguida. Era seu segundo gol: 2 a 0 Juventus. Esse resultado levava a decisão para a prorrogação, que não teve porque o português fez mais um, de pênalti. Bateu firme, correu em linha reta, sem aquelas voltas que os jogadores costumam fazer. Foi direto. Bola na rede. Mas não é esse o ponto. Nem discutir a qualidade de Cristiano Ronaldo, porque essa todo mundo conhece. Seria chover no molhado.

Queria ressaltar a vontade de um jogador consagrado de fazer bem o seu trabalho. De correr por ele e pelo time, de não desistir nunca. De acreditar, de brigar, de levantar a torcida, de não querer ganhar nada no peito, de procurar jogar bola e finalizar todas. Não há jogador assim no futebol brasileiro. Se há, são bem poucos. E CR7 joga dessa maneira em quase todas as partidas. Desta forma, tem ajudado a Juventus desde que chegou à Itália. A Itália se dobra a ele. Ave, Cristiano. O futebol italiano já teve Ronaldo Fenômeno e Adriano Imperador. Agora tem Cristiano Ronaldo. Ave, Cristiano!

Claro que CR7 não joga sozinho, depende dos companheiros, mas é inegável que sua vontade de ganhar contagia a todos. No Brasil, os melhores só querem jogar as grandes partidas, mesmo assim com outra pegada. Parecem não dar tudo o que podem. Parecem que estão sempre se poupando para o próximo jogo, que nunca chega. Não à toa Cristiano Ronaldo é ovacionado e abraçado pelos companheiros após o jogo. Não à toa ele e Messi não entregam os pontos e continuam a ser os dois melhores do mundo, com ou sem reconhecimento.

DO LATIM

A interjeição AVE vem do latim, tendo sido utilizada pelos romanos para demonstrar: alegria, regozijo, felicidade. Servia para saudar efusivamente alguém. Significa, em essência, um solene SALVE!