Cuca chega com a preferência do torcedor do Palmeiras

Cuca chega com a preferência do torcedor do Palmeiras

Identificação técnico-torcida é fundamental para que dê certo

Robson Morelli

14 de março de 2016 | 09h15

O novo treinador do Palmeiras, Cuca, tem de chegar para arrumar o time em duas ou três partidas, não mais do que isso. Deve ser cobrado para dar jeito na equipe até mesmo antes desse prazo, dada a necessidade de vitórias no Paulista e, sobretudo, na Libertadores. Então não dá para fazer testes e pedir prazo para conhecer o elenco, apostar em contratações, essas coisas comuns aos novos treinadores. Em enquete no Estadão.com nos últimos dois dias, o nome de Cuca encabeçava a preferência do torcedor alviverde para o cargo, com 53% – sendo que o restante estava bem dividida entre as outras opções. Evair, ex-atacante, aparecia em segundo lugar, com 10%.

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A diretoria do Palmeiras optou pela troca de comando porque entendeu que Marcelo Oliveira andava em círculos, sem saber como fazer para que o time avançasse e rendesse mais. O Palmeiras nas mãos de Marcelo patinava sem sair do lugar. Na avaliação fria de quem avalia, a conclusão parecia escancarada: com todo o dinheiro envolvido e com o elenco que trabalha há tempos na Academia, o Palmeiras, reverenciado até pelos rivais, deveria estar num estágio acima, jogando melhor e mostrando menos instabilidade principalmente nas partidas em casa.

Com Cuca, o Palmeiras terá um treinador com a cara de seu torcedor. Cuca acompanha as partidas ajoelhado na beira do gramado, muitas vezes beijando os santinhos que traz pendurados no pescoço, num sofrimento de fazer suar dentro da camisa. Com Marcelo Oliveira essa era a condição do torcedor na arena. Paulo Nobre espera que seja mais fácil daqui para frente.

Os problemas de campo do Palmeiras são muitos e todos eles vão para o colo do novo técnico, seja ele quem for. Daria para listar suas tarefas, todas imediatas e da mesma forma importantes:
1 – Limpar o departamento médico e recuperar quem ainda não está treinando;
2 – Ajeitar o meio de campo de modo a segurar a bola e cadenciar as partidas na hora certa;
3 – Resolver a fragilidade das laterais, com Lucas jogando mal e Zé não suportando mais os 90 minutos;
4 – Tornar o time mais maduro, menos verde e pronto para decidir partidas com menos sofrimento;
5 – Tirar Dudu do meio e colocá-lo nas pontas, onde rende mais;
6 – Usar melhor Gabriel Jesus, que tem de ajudar a marcar na esquerda e, desta forma, fica longe do gol; 7 – Fazer o time parar de dar chutões, embora essa condição esteja avançando.

É tarefa dura, mas imediata. Além disso, o novo comandante terá de se valer da estratégia de Tite, do Corinthians, que consegue motivar todos os jogadores do elenco, até mesmo os reservas do fim da fila. O escolhido deve saber de tudo. Cuca assina nesta segunda-feira e já estará no comando do time na partida de quinta-feira contra o Nacional, do Uruguai, fora de casa. Vale lembrar que ele é o último treinador brasileiro campeão da Libertadores, em 2013, com o Atlético-MG.

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